Marcelo assinala dia das Forças Armadas com CEMGFA e chefes dos três ramos

O Presidente da República assinalou, em Braga, o Dia de Portugal e das Forças Armadas. "É impressionante esta ligação entre o povo e as Forças Armadas", disse.

O Presidente da República assinalou esta quinta-feira em Braga que o 10 de Junho, "além de ser dia de Portugal, de Camões e das Comunidades", também "é o dia das Forças Armadas", referindo que "ninguém fala nisso".

Marcelo Rebelo de Sousa, que está em Braga desde terça-feira à noite, tem participado em várias iniciativas de caráter militar, com o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante António Silva Ribeiro, e os chefes da Armada, almirante Henrique Gouveia e Melo, do Exército, general José Nunes da Fonseca, e da Força Aérea, general João Cartaxo Alves.

Hoje, após o içar da bandeira nacional na Praça do Município, que deu início às comemorações oficiais do 10 de Junho, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas visitou uma exposição de meios e capacidades militares, na Praça da República e no jardim da Avenida Central, onde subiu a um caça F-16.

Após descer da aeronave de combate, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que tenciona um dia voar num F-16: "Ando há muito tempo com essa ideia e depois nunca fiz, porque é preciso fazer uns exames cardiológicos, mas como eu estou bem, vou com certeza".

Sempre rodeado de gente e acompanhado pelas chefias militares e também pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o Presidente da República comentou: "É impressionante esta ligação entre o povo e as Forças Armadas".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é importante os portugueses "conhecerem o que são as Forças Armadas ao vivo" e reiterou que tem ouvido elogios de vários chefes de Estado à prestação dos militares portugueses em missões no estrangeiro.

Sobre a associação do 10 de Junho às Forças Armadas, observou: "Não sei porquê, não se tem falado muito nisso".

Desde 1984 e até ao ano de 2002, por deliberação tomada em Conselho de Chefes do Estado-Maior, o Dia das Forças Armadas foi assinalado rotativamente no dia de um dos três ramos, com a presença do Presidente da República, muitas vezes fora de Lisboa.

Em 2003, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas ministro da Defesa Nacional, através de uma resolução do Conselho de Ministros foi "instituído o Dia das Forças Armadas, cuja celebração ocorrerá a 24 de Junho, data em que se evocam os aniversários da Batalha de São Mamede e do nascimento do Condestável D. Nuno Álvares Pereira".

A mesma resolução estabeleceu que as cerimónias se realizariam "no sábado imediato posterior àquela data, sempre que a mesma não coincida com este dia da semana". Assim aconteceu em junho de 2003, em Guimarães, em 2004, em Viseu, e em 2005, em Estremoz, com a presença do então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Embora legalmente aquela resolução não tenha sido revogada, na prática, desde que Aníbal Cavaco Silva assumiu funções como chefe de Estado, em 2006, a celebração das Forças Armadas passou a estar associada ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

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