Exclusivo Mais cinco anos de Belém: desafios e prioridades

Marcelo Rebelo de Sousa venceu as eleições presidenciais com 60,7% dos votos, o terceiro melhor resultado de sempre na eleição de um Presidente da República. E agora, o que fará o Chefe do Estado nos próximos cinco anos em Belém? Vinte e três personalidades da vida pública portuguesa apontam o que devem ser as prioridades do segundo mandato, que terá início formal a 9 de março.

A crise pandémica será a preocupação mais urgente do segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, que deve empenhar boa parte do seu esforço para ajudar os portugueses - todos os portugueses - a reerguerem-se das dificuldades económicas e sociais potenciadas pela pandemia. A preocupação atravessa parte substancial dos depoimentos das 22 personalidades que elencaram ao DN os principais desafios do segundo mandato do Presidente da República. Uma questão que será também decisiva no plano político, como alerta a cineasta Teresa Villaverde, ao escrever que "as dificuldades terríveis" que muitos vão enfrentar nos próximos anos "vão abrir feridas onde poderá entrar a solidariedade de todo um Estado" ou "o sal e o veneno" de alguns. O papel de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto travão aos populismos e garante do Estado democrático, assim como o de promotor da estabilidade política, é também destacado.

Mas esta é uma corrida de fundo, a cinco anos, e como refere o arquiteto Gonçalo Byrne é "preciso ir além da urgência". Nestas duas dezenas de depoimentos isso significa coisas muitos diferentes. Valorizar o conhecimento, vigiar a contratação pública, impor na agenda os temas ambientais e a sustentabilidade, promover áreas como a educação e a saúde, marcar a posição portuguesa no quadro internacional.

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