Silvano: "Não mandei ninguém registar a minha presença e não recebi qualquer tostão pelas faltas"

Os deputados estavam acusados de dois crimes de falsidade informática.

O secretário-geral do PSD José Silvano e a deputada social-democrata Emília Cerqueira foram hoje absolvidos de crimes de falsidade informática de que estavam acusados no chamado processo das "presenças-fantasma" no parlamento.

José Silvano e Emília Cerqueira foram assim ambos absolvidos da prática em coautoria de dois crimes de falsidade informática.

A sentença, proferida pela juíza Ana Sofia Claudino, considerou que não ficou provado que José Silvano tenha instruído a sua colega de bancada parlamentar a assinalar falsamente a presença do secretário-geral do PSD no parlamento nos dos dias 18 e 24 de outubro de 2018.

Em conferência de imprensa, José Silvano agradeceu a Rui Rio por ter segurado o ainda secretário-geral do partido no cargo. "Contra tudo e contra todos, Rui Rio sabia que a verdade era aquela que o seu secretário-geral transmitia", frisou.

Após ser conhecida a leitura da sentença, José Silvano disse também que o processo "foi aproveitado durante três anos e meio" para prejudicar a sua imagem e a do PSD. "O Tribunal absolveu-me de uma acusação que eu sempre neguei e de uma condenação feita em praça pública", disse, frisando que não mandou ninguém registar a sua presença no Parlamento. "Não recebi qualquer tostão pelas faltas que dei. Sempre disse isto desde o início", considerou.

O tribunal afastou também qualquer intenção de Emília Cerqueira em marcar falsamente a presença de José Silvano no parlamento.

Em causa no processo estão as faltas nos dias 18 e 24 de outubro de 2018.

Notícia atualizada às 18.49 horas

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