IL escolhe Cotrim Figueiredo como cabeça de lista às europeias

O ex-líder da IL João Cotrim Figueiredo foi este domingo escolhido como cabeça de lista do partido às eleições europeias do próximo ano, adiantou à Lusa fonte partidária. Na mesma reunião, foi indicado que a Convenção Nacional não eletiva da IL que estava prevista para o início de dezembro foi adiada
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A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional da Iniciativa Liberal, que hoje está reunido em Lisboa, tendo a nome sido aprovado com 58 votos a favor, três abstenções e um voto contra.

"João Cotrim Figueiredo foi o primeiro deputado da Iniciativa Liberal, teve um papel determinante e decisivo no crescimento do partido, na afirmação da sua identidade e cultura no país. É uma honra para a Iniciativa Liberal poder continuar a ter o seu contributo e a sua ajuda para afirmar as ideias liberais em batalhas eleitorais futuras, quer em Portugal quer na Europa", pode ler-se num comunicado enviado entretanto.

De acordo com o partido, o ponto das europeias tinha sido agendado para este Conselho Nacional antes da situação política se ter alterado com crise política, "mas mantém-se dada a importância estratégica das eleições europeias para a Iniciativa Liberal".

"A necessidade de ocupar esse espaço no panorama político e iniciar a preparação dessas eleições para fazer eleger uma voz liberal também para o parlamento europeu, elegendo assim para todos os parlamentos num período de cinco anos", acrescenta.

Em 23 de outubro de 2022, João Cotrim Figueiredo tomou a decisão de deixar a liderança da IL, uma surpresa que obrigou a eleições internas antecipadas que decorreram no início deste ano e levaram Rui Rocha à liderança do partido depois de uma convenção muito dividida e crispada.

Em declarações à agência Lusa, Cotrim Figueiredo - que apoiou Rui Rocha nesta disputa contra Carla Castro e José Cardoso - explicou então que a decisão de não se recandidatar foi pessoal e "feita com base numa leitura política e sem qualquer ligação com eventos internos do partido".

"Achei que era esta a altura, a única altura aliás, onde conseguia resolver os dois problemas, porque encurtando o mandato da comissão executiva resolvia o problema da sincronização dos mandatos dos órgãos internos e antecipando a não recandidatura acabo por dar à nova liderança que vier a seguir destas eleições mais tempo para se preparar, para se tornar notada, para se tornar notória e portanto poder fazer as ideias liberais ir mais longe possível", justificou nessa altura.

Cotrim Figueiredo foi o primeiro eleito da IL à Assembleia da República, em 2019, então como deputado único, tendo sido eleito por Lisboa e ainda como independente.

Na mesma reunião, foi indicado que a Convenção Nacional não eletiva da IL que estava prevista para o início de dezembro foi adiada para que o partido esteja focado nas eleições legislativas antecipadas, para "retirar o PS da governação", decidiram os Liberais hoje.

"O Conselho Nacional da IL acabou corajosamente de tomar a decisão de adiar a sua VIII Convenção Nacional de 1, 2 e 3 de dezembro para data a agendar oportunamente", anunciou aos jornalistas Pedro Ferreira, vice-presidente da mesa daquele órgão.

Na opinião do dirigente liberal, "é preciso coragem na decisão política de pôr a IL focada no que é essencial, que é retirar o PS da governação", e "encontrar soluções novas, frescas, inovadoras".

Pedro Ferreira explicou que esta convenção, que tinha na agenda a alteração aos estatutos e o programa político, "seria muito para falar para dentro" e aquilo que é preciso "neste momento é falar para os portugueses".

Segundo o dirigente liberal, a proposta de adiamento foi aprovada por larga maioria, com "54 votos a favor, quatro abstenções e quatro votos contra".

Pedro Ferreira esclareceu que, apesar deste adiamento, não podem entrar novos projetos globais de alteração aos estatutos e, por isso, quando a convenção se realizar estarão em discussão e votação os dois projetos que já existem e são do conhecimento dos membros.

Um deles foi aprovado pelo Conselho Nacional na sequência da proposta do Grupo de Trabalho Estatutário e um outro foi proposto pela iniciativa "Estatutos + liberais", que tem entre os porta-vozes o antigo candidato às eleições presidenciais apoiado pela IL Tiago Mayan Gonçalves e o primeiro presidente liberal, Miguel Ferreira da Silva.

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