Gatos pardos, um ferry, salários, PPP e otimismos

Campanha CDU acusa PS de "roubar" propostas do PCP, BE exige acordo para salários, IL defende as PPP, Livre quer eleger três deputados. E na Madeira, PSD ainda espera pelo ferry de Costa.

A viagem à Madeira está marcada para terça-feira e o PSD já sabe o que o líder socialista vai fazer e dizer: "É uma vinda de António Costa para prometer aquilo que não cumpre", garante o presidente do Governo regional.

Miguel Albuquerque diz não esquecer a imagem de Costa, "num comício em Machico, aos saltos, a dizer que finalmente o ferry estava para vir" para a Madeira. E veio? "Até hoje, olhamos para o horizonte, vemos o horizonte bonito, mas o ferry nunca vimos".

O líder do PSD-M sublinha, por isso, que é um regresso "para reiterar promessas não cumpridas, a manutenção das injustiças que tem praticado relativamente à população da região, a discriminação de que as regiões autónomas têm sido objeto por este Governo, que se tem norteado por objetivos meramente partidários e não com sentido de Estado".

Questionado sobre uma ida de Rui Rio à Madeira , Miguel Albuquerque respondeu com esta frase: "Não precisamos de tutores na Madeira".

E argumentou que o programa do PSD "consubstancia um conjunto de soluções para as questões principais pendentes com a Madeira".

João Oliveira acusou, ontem, o PS de estar a apropriar-se das propostas apresentadas pelo PCP no Parlamento e de as incluir na propaganda eleitoral como conquistas socialistas.

"Agora falam delas [das propostas] e algumas delas introduzem-nas nos próprios programas eleitorais. Como se alguém pudesse levar a sério aquilo que agora alguém diz exatamente ao contrário daquilo que acabou de fazer, chumbando as medidas que agora diz defender", argumenta o líder parlamentar do PCP.

"Agora [o PS] tenta apropriar-se da autoria dessas medidas positivas como se elas resultassem da sua ação", disse.

"Parece que somos todos pardos, como os gatos à noite", ironizou.

Catarina Martins defendeu, ontem, a urgência de um acordo para que "os salários e direitos do trabalho sejam levados a sério", considerando a externalização e o trabalho temporário "um dos processos mais nocivos" em curso.

A líder do BE deu como "exemplo" os trabalhadores das cantinas escolares, na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, pessoas com "anos de trabalho", que "não saem do salário mínimo nacional" e que "sempre que há uma pausa letiva ficam sem contrato e têm de ir para o desemprego".

Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge calcula que poderão estar em isolamento, no dia das eleições, entre 0,3% a 0,7% dos portugueses.

Cotrim Figueiredo diz que quem não quer reformar o SNS está a contribuir para a sua "implosão", defendendo a abertura da prestação de cuidados de saúde aos privados.

O presidente da IL sustenta que se as parcerias público-privado (PPP) mostram que "gastam menos dinheiro ao Estado e têm mais satisfação por parte dos utentes, digam-me porque é que se acabaram com as PPP", questionou.

Rui Tavares espera conseguir formar um grupo parlamentar com três deputados porque de acordo com "algumas sondagens", diz, "estamos no limiar dos três deputados, dois por Lisboa e um no Porto".

O candidato do Livre voltou a defender "uma eco geringonça" que inclua o Livre para "reverter os problemas" deixados pela geringonça

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