Figuras nacionais pedem a Governo para apoiar Marrocos no Sara

Várias personalidades portuguesas, entre ex-ministros e deputados do PSD e PS pedem ao governo que dê apoio a Marrocos no impasse político do Sara Ocidental.

Deputados de vários partidos e figuras políticas portuguesas, entre os quais o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro ministro Paulo Portas, escreveram uma carta ao primeiro-ministro, enquanto presidente do Conselho Europeu, a apelar para que a Europa apoie a integridade do reino de Marrocos e das províncias sarianas. Sobretudo para impedir a desestabilização do Magrebe, levada acabo pelo grupo independentista Polisário.

Além de Paulo Portas, subscrevem esta carta José Luís Arnaut, antigo ministro adjunto de Durão Barroso, António Figueiredo Lopes, antigo ministro da Administração Interna, e deputados do PSD e do PS, entre os quais Paulo Neves, Luís Leite Ramos (ambos PSD) e Jorge Lacão (PS). "Acreditamos que concordará que um Magrebe estável e próspero é ao mesmo tempo um imperativo e um objetivo que merece toda a atenção de Portugal e da Europa", escrevem na missiva a António Costa. Manifestam também preocupação com as consequências nefastas que poderá ter um prolongamento indefinido do status quo e um impasse político no "Sara Ocidental" (colónia espanhola até 1975).

"Com efeito, esta situação agravou-se recentemente com os atos de desestabilização levados a cabo pelo grupo independentista Polisário numa zona altamente estratégica e cuja estabilidade está intimamente ligada à do continente africano, à região do Sahel e mesmo à bacia mediterrânica", afirmam ainda.

Lembram ainda que recentemente os EUA, e diversos estados, reconheceram a soberania de Marrocos sobre as suas províncias sarianas e a abertura, por cerca de vinte países, de consulados nas cidades de Laayoune e de Dakla. A que acresce, sublinham ainda na carta, que Marrocos é um país "amigo", com o qual partilhamos uma fronteira marítima comum e" interesses políticos e económicos, deveria acompanhar esta dinâmica e, sob a sua presidência do Conselho da União Europeia, levar a Europa a adotar posições muito mais construtivas.

paulasa@dn.pt

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