Eduardo Cabrita e Urbano de Sousa deixam Parlamento

Ex-ministros da Administração Interna comunicam que não tencionam ser novamente candidatos nas próximas legislativas.

O ex-ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita confirmou esta terça-feira à Lusa que comunicou já à federação de Setúbal do PS que não tenciona ser novamente candidato a deputado nas próximas eleições legislativas.

Também a antiga detentora da pasta, Constança Urbano de Sousa, comunicou intenções semelhantes.

Relativamente e Eduardo Cabrita, a notícia foi inicialmente avançada pelo Público, na qual se adianta que este, que se demitiu na sexta-feira do cargo de ministro da Administração Interna, já tinha transmitido essa decisão a António Mendonça Mendes, líder da Federação de Setúbal do PS, círculo pelo qual tem sido candidato a deputado desde 2002.

Cabrita pediu a sua demissão do Governo, depois de ter sido conhecida a acusação de homicídio por negligência ao motorista do seu carro oficial, pelo atropelamento de um trabalhador em 18 de junho na autoestrada A6.

Quando anunciou a sua demissão, Eduardo Cabrita alegou que não podia permitir que este caso tivesse um "aproveitamento político absolutamente intolerável", visando penalizar o Governo, o primeiro-ministro, António Costa, e o PS.

Já a anterior ministra da Administração Interna e atual vice-presidente da bancada socialista comunicou a António Costa, secretário-geral do PS, que não se se recandidatará a deputada.

A posição consta de uma mensagem que Constança Urbano de Sousa enviou aos deputados do PS do distrito do Porto, círculo pelo qual foi eleita deputada nas eleições legislativas de 2019.

"Sinto que tenho o dever de vos informar que, tendo sabido que iria integrar as listas do PS às legislativas de 2022, formalizei junto do nosso secretário-geral [António Costa] a minha decisão de não me recandidatar à Assembleia da República", escreve a ex-ministra da Administração Interna entre novembro de 20165 e outubro de 2017.

A vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS refere depois que abandona as funções de deputada na Assembleia da República "por razões puramente pessoais".

"Tenho profunda gratidão por ter estado estes anos na política ativa a servir o meu país, da melhor forma que pude e consegui. No entanto, na política "está-se" e chegou o momento de seguir com a minha vida", justifica

Constança Urbano de Sousa acrescenta que não toma esta decisão "de ânimo leve".

"Mas sinto que tenho de o fazer, para continuar a ser uma mulher livre", salienta.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG