Costa é o favorito mas não haverá maiorias absolutas

São mais os que apostam numa vitória do PS (43%) do que os que imaginam o PSD em primeiro (29%).

António Costa é, nesta altura, o favorito para as eleições antecipadas: 43% dos portugueses apontam para uma vitória do PS. Mas são ainda mais os que não acreditam que seja possível uma maioria absoluta nas próximas legislativas (68%), de acordo com a sondagem da Aximage para DN, JN e a TSF. É, afinal, mais um indício de que as eleições poderão redundar num equilíbrio parlamentar semelhante ao atual. Ou, como tem sido descrito pelos comentadores políticos, no "pântano".

Marcelo Rebelo de Sousa avisou que o chumbo do Orçamento teria como consequência a dissolução do parlamento e a consequente chamada às urnas. Mas também deixou implícito que havia o risco de que tudo ficasse na mesma. Recorde-se a frase, a 13 de outubro: "Pode ser que me digam: olhe, senhor Presidente, está enganado, porque as eleições são boas, porque vai haver uma solução mais clara no parlamento, vai ser mais fácil chegar a entendimentos no Orçamento."

Rejeição nos extremos

A maioria dos portugueses não acredita nisso. Pelo menos nestes primeiros dias de turbulência política. Mais de dois terços não vislumbram maiorias absolutas (e a opinião é unânime em todos os segmentos da amostra: regiões, género, idades, classes sociais e voto).

Essa convicção é particularmente evidente entre os que votaram mais à esquerda (CDU e BE) e mais à direita (Chega e IL). No fundo, os que mais poderiam beneficiar da necessidade de acordos parlamentares ou de governo.

Ao contrário, entre os antigos eleitores socialistas e sociais-democratas é um pouco maior a crença de que talvez seja possível uma maioria absoluta (no caso do PS chega aos 25%). No fundo, os únicos partidos em que essa aspiração é minimamente realista.

Crença dos jovens no PSD

No que diz respeito a quem vai ganhar as próximas eleições, as exceções à regra - ou seja, os que apontam ao PSD, em vez de ao PS - encontram-se entre os que habitam nas regiões a sul, os que têm 18 a 34 anos e os que preferiram PSD e Chega nas últimas legislativas.

Ao contrário, os que estão mais convencidos de uma repetição da vitória socialista são os que vivem na região de Lisboa, os que têm 65 ou mais anos e, finalmente, os eleitores que optaram pelo voto nos três partidos da geringonça (sempre mais de dois terços a vaticinar que António Costa voltará a ser primeiro-ministro).

rafael@jn.pt

FICHA TÉCNICA DA SONDAGEM

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, TSF e JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com atualidade política.

O trabalho de campo decorreu entre os dias 28 e 31 de outubro de 2021 e foram recolhidas 803 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal.

Foi feita uma amostragem por quotas, obtida através uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género, grupo etário e escolaridade.

Para uma amostra probabilística com 803 entrevistas, o desvio padrão máximo de umaproporção é 0,017 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 3,46%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

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