Costa avisa que PRR já não é exercício de imaginação e tem metas contratadas

"Ou Portugal cumpre e obtém o financiamento da União Europeia, ou não cumpre e perde o financiamento da União Europeia", disse o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro advertiu hoje que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já não é um exercício de imaginação, tem metas contratadas com a União Europeia e o financiamento só chegará a Portugal se os objetivos forem cumpridos.

"O PRR já não é hoje um exercício para imaginarmos, já não é hoje algo para dizermos que vamos fazer. O PRR está consolidado num contrato que Portugal assinou com a União Europeia", declarou António Costa.

O líder do executivo deixou esta mensagem no final de uma sessão que decorreu no Terreiro do Paço, em Lisboa, e que se destinou à apresentação de medidas e de objetivos para a melhoria e modernização dos serviços públicos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na vertente da transição digital.

Falando após uma intervenção da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, o primeiro-ministro transmitiu um recado com carga política, frisando que, para cada uma das medidas do PRR, "há um calendário contratado e metas fixadas".

"O PRR tem a seguinte característica: Cada tranche de financiamento pela União Europeia depende de Portugal cumprir as metas na data prevista e contratada. Portanto, aqui não há três hipóteses, há só duas hipóteses", advertiu António Costa.

Ou seja, em relação aos objetivos do PRR, "ou Portugal cumpre e obtém o financiamento da União Europeia, ou não cumpre e perde o financiamento da União Europeia", disse o primeiro-ministro.

"Quando a escolha é tão simples, só há um caminho a seguir: É cumprir. Isto não se trata de uma fantasia, de um exercício de imaginação, mas trata-se de um programa contratado, com todos os projetos previamente definidos, calendarizados, localizados e com metas fixadas. Agora é fazer", acrescentou.

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