Chega retira confiança política a vereador eleito para a Câmara de Sintra

Nuno Afonso foi chefe de gabinete de André Ventura, enquanto deputado único do partido, na legislatura passada, tendo sido reconduzido no cargo no arranque da nova legislatura (em 29 de março deste ano).

O Chega retirou a confiança política ao vereador eleito para a Câmara Municipal de Sintra, Nuno Afonso, alegando que o autarca desrespeitou as indicações políticas ao viabilizar o orçamento municipal para 2023, anunciou esta quarta-feira o partido.

"A Comissão Política Distrital de Lisboa enviará ainda hoje um ofício à Câmara Municipal de Sintra informando de que o senhor vereador Nuno Afonso deixa de representar, com efeitos imediatos, o partido Chega no órgão executivo daquele município", informa a distrital de Lisboa Chega, num comunicado publicado nas redes sociais.

O orçamento da Câmara de Sintra para 2023, no valor de 315 milhões de euros, foi aprovado na terça-feira com os votos favoráveis do PS (quatro vereadores mais o presidente), do vereador da CDU, a abstenção do vereador do Chega e os votos contra do PSD e do CDS-PP (quatro vereadores).

"O seu sentido de voto, à revelia das orientações do partido e da estratégia definida para o distrito, são claros atos de indisciplina partidária e não deixa outra alternativa, a esta Comissão Politica Distrital, senão a de retirar, de imediato, a confiança política ao senhor vereador Nuno Afonso", lê-se na nota.

Nuno Afonso foi chefe de gabinete de André Ventura, enquanto deputado único do partido, na legislatura passada, tendo sido reconduzido no cargo no arranque da nova legislatura (em 29 de março deste ano).

No entanto, viria a ser exonerado quase um mês depois (6 maio).

O autarca de Sintra foi também vice-presidente do partido, até ao III Congresso do Chega, que decorreu em Coimbra em maio do ano passado, assumindo agora as funções de vogal da direção nacional. Também não integrou as listas de candidatos a deputados nas legislativas de 30 de janeiro.

Na altura, o dirigente assumiu o seu desconforto com a "queda" na hierarquia do partido e falou em "punhaladas".

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