Exclusivo CDS. Jurisdição analisa duplicação de cargos. Queixa de Melo só a seguir 

'Tribunal" do partido ainda não começou a analisar a queixa de Nuno Melo. Para já, está a avaliar eventuais incompatibilidade de membros do próprio Conselho de Jurisdição.

O Conselho de Jurisdição do CDS ainda não se debruçou sobre o pedido de impugnação do Conselho Nacional do partido que, no final de outubro, aprovou o cancelamento do congresso que estava marcado para um mês depois. Para já, a questão que está a ser analisada pelo "tribunal" dos centristas é outra: a eventual incompatibilidade de alguns dos membros do próprio Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ), uma questão levantada pelo líder do partido, Francisco Rodrigues dos Santos.

Ao DN, o presidente do CNJ, Alberto Coelho - que já foi acusado por Nuno Melo de estar a bloquear o funcionamento deste órgão - garante que todos os prazos processuais "estão a ser cumpridos" e diz esperar que todo o processo tenha desfecho ainda "em dezembro". Segundo este dirigente, o CNJ ouviu até agora o presidente do Conselho Nacional, Filipe Anacoreta Correia, e pediu depois dados à secretaria-geral para apurar se há ou não uma duplicação de funções ilegal de três membros deste órgão. Seguir-se-á o contraditório dos três elementos visados pelas alegações de incompatibilidade, que terão dez dias para responder. Alberto Coelho diz que será um processo "rápido" se todos cumprirem os prazos. Só a partir daqui - e dependendo da decisão sobre o eventual impedimento ou incapacidade destes três membros do CNJ - é que será nomeado o relator para apreciar então o pedido de impugnação da decisão tomada no Conselho Nacional de 29 de outubro.

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