Carlos César ataca Marcelo por convocar eleições antecipadas
Rita Chantre (Global Imagens)

Carlos César ataca Marcelo por convocar eleições antecipadas

Presidente do PS fez uma intervenção em que acusou o Presidente da República por não ter feito "o que era politicamente devido" após a demissão de António Costa.
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O presidente do PS, Carlos César, lançou um ataque ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que Portugal "deveria ter sido poupado" a uma interriupção da governação socialista provocada por convocação de eleições antecipadas.

"O primeiro-ministro fez o que era politicamente requerido, mas o Presidente da República não fez o que era politicamente devido", disse Carlos César, no arranque do segundo dia do 24.º Congresso do PS, que está a decorrer até domingo na Feira Internacional de Lisboa, referindo-se ao impacto da Operação Influencer na queda do atual Governo.

Apesar disso, o presidente do PS vincou que "o que lá vai, lá vai", sedo tempo de o seu partido derrotar "a direita mais embusteira, mais radical e mais desrespeitadora dos direitos dos cidadãos que já tivemos em Portugal".

Acusando a liderança do PSD de "não raras vezes suplantar os seus companheiros à direita" no que disse serem "grosseria da linguagem" e "enredos que encenam nos teatro da política", Carlos César contrapôs Pedro Nuno Santos como "o melhor primeiro-ministro para Portugal", capaz de "refazer o melhor que estava a ser feito e fazer o que ainda não estava a ser feito".

Carlos César também apelou à vitória do PS nas eleições regionais que se realizam nos Açores a 4 de fevereiro, considerando que os últimos três anos "mostram o que teríamos no país se a direita ganhasse as próximas eleições nacionais". Algo que o dirigente socialista descreveu como "um governo 'sem rei nem roque', onde cada partido, da direita à extrema-direta, disputa o seu bocado de poder e pouco mais quer saber o que como lucrar com isso".

Reeleito por 90%

Carlos César foi reeleito presidente com 90,36% dos votos, o que significa que um em cada dez congressistas não o apoiaram. Foi a mais baixa votação entre todas as que foram anunciadas no início do segundo dia do 24.º Congresso do PS.

A Mesa do Congresso contou com o voto favorável de 96,21% dos participantes, juntando Carlos César aos candidatos derrotados por Pedro Nuno Santos nas eleições internas, José Luís Carneiro e Daniel Adrião. E também ao secretário-geral da Juventude Socialista, Miguel Costa Matos, ao secretário-geral da União Geral de Trabalhadores, Mário Mourão, e à presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Luísa Salgueiro, edil de Matosinhos.

Também na Mesa do Congresso terão assento Paulo Cafôfo, representando a Madeira, Vasco Cordeiro, que procura voltar a ser presidente do Governo Regional dos Açores, e o até agora subsecretário-geral João Torres. E também as autarcas Inês de Medeiros (presidente da Câmara de Almada e apoiante de José Luís Carneiro), Carla Tavares (presidente da Câmara da Amadora) e Isilda Gomes (presidente da Câmara de Portimão).

Também estão na Mesa do Congresso pesos-pesados do partido, como o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa, Duarte Cordeiro, a presidente da concelhia de Lisboa e ex-ministra da Saúde, Marta Temido. E ainda Palmira Maciel e Elza Pais, reeleita presidente das Mulheres Socialistas.

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