Associação Nacional de Municípios Portugueses considera "uma má notícia" posição de Montenegro sobre regionalização

Luís Montenegro considerou que um referendo sobre a regionalização em 2024, com a atual situação, será "uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro".

A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, admitiu hoje que a posição do novo líder do PSD sobre a regionalização "foi uma má notícia para o futuro da administração pública portuguesa".

"Creio que foi uma má notícia para o futuro da administração pública portuguesa, mas temos de respeitar", alegou.

O novo presidente do PSD, Luís Montenegro, considerou no domingo que um referendo sobre a regionalização em 2024, com a atual situação, será "uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro".

No encerramento do 40.º Congresso do PSD, Luís Montenegro referiu que o referendo em 2024 "não é adequado", devido à grave situação internacional e às consequências económicas e sociais muito sérias estão a atingir os portugueses.

Avisou ainda que se o Governo decidir avançar, o fará sem o apoio do PSD.

No final da reunião do Conselho Geral da ANMP, que decorreu esta tarde em Coimbra, Luísa Salgueiro disse aos jornalistas que ouviu as declarações de Luís Montenegro, "diferentes do que foi votado no congresso da ANMP".

"No congresso da ANMP saiu uma mensagem de convergência, no sentido de se fazer um referendo em 2024", acrescentou.

A também presidente da Câmara Municipal de Matosinhos destacou ainda que este é um processo que "requer uma grande convergência política, sobretudo ao nível dos dois grandes partidos".

"São opiniões diferentes, sobretudo uma novidade relativamente ao que tínhamos ouvido em dezembro, no congresso da ANMP", concluiu.

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