"Portugal não pode dispensar o CDS", diz Francisco Rodrigues dos Santos

O presidente centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu que "Portugal não pode dispensar o CDS" e alertou que não dar "força parlamentar digna desse nome" ao partido seria um "render de armas da direita à extrema-esquerda".

"Portugal não pode dispensar o CDS e a direita portuguesa não pode dispensar um partido histórico como o CDS, porque o CDS sem uma força parlamentar digna desse nome seria um render de armas da direita à extrema-esquerda que sempre a atacou ao longo de todos estes anos", afirmou.

E apontou que era render "ao liberalismo bloquista e ao fanatismo populista".

"O CDS sem força parlamentar seria cumprir os sonhos de toda a extrema-esquerda do PREC que nos queria juntar no Campo Pequeno e fuzilar-nos", acrescentou.

O CDS-PP encerrou a campanha eleitoral para as eleições legislativas de domingo com um comício em frente à sede nacional do partido, no Largo Adelino Amaro da Costa, em Lisboa, onde estava colocado um palco e algumas cadeiras.

O edifício estava iluminado de azul, com o 'slogan' da campanha projetado: "pelas mesmas razões de sempre".

A ouvi-lo, o presidente do CDS-PP tinha os ex-líderes do partido Manuel Monteiro e José Ribeiro e Castro, o antigo ministro Luís Nobre Guedes e o antigo secretário de Estado Paulo Núncio, além de vários cabeças de lista do partido a estas eleições legislativas.

"Nunca senti tão presente o peso da responsabilidade por liderar o CDS, mas nunca estive tão certo de ter tanta razão no caminho que estamos juntos a fazer. Estou inteiramente certo que os portugueses no próximo dia 30 nos vão dar o reconhecimento e uma justa recompensa pelo trabalho de renovação, de atualização dos valores do partido, de refrescamento, de arejamento do CDS e de projeção da direita certa para Portugal", afirmou.

O presidente do CDS-PP defendeu também que os centristas são "indispensáveis a Portugal" e salientou que o CDS "de hoje mantém-se fiel e igual ao tempo da sua fundação".

"Somos um partido conservador, um partido que sabe de onde vem sem ter medo do mundo para onde vai", apontou.

Referindo-se aos candidatos a deputados, Francisco Rodrigues dos Santos apontou que o CDS "oferece aos eleitores" um "leque muito diversificado de boas razões para acreditar no partido".

"O CDS está vivo e um deputado do CDS é muito mais útil a Portugal do que o décimo deputado do PSD ou o décimo primeiro do PS. As primeiras linhas do CDS são muito melhores que as linhas dos outros partidos que concorrem connosco", defendeu.

Francisco Rodrigues dos Santos garantiu também que o CDS "só viabilizará um governo de direita se a eutanásia não passar, se a regionalização não avançar, se os impostos baixarem, se a ideologia de género sair das salas de aula, se o mundo rural for defendido e não houver alianças com o PAN".

"Se as Forças Armadas e forças de segurança forem respeitadas e a sua autoridade protegida, se as famílias forem defendidas e se houver liberdade de escolha na saúde e na educação, se a vida for valor inegociável, se a reforma do sistema político avançar e se os mais vulneráveis não ficarem sem voz, sobretudo os idosos e os jovens", acrescentou.

Gato por lebre

O presidente centrista alertou que procurar "o CDS fora do CDS" é "comprar gato por lebre", num discurso com críticas ao Chega e à Iniciativa Liberal, salientando que o seu partido é "o original" e os outros "a cópia".

"É muito importante que estes dois partidos que chegaram agora saibam que há 50 anos já cá estava o CDS", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos no comício de encerramento da campanha eleitoral para as eleições legislativas de domingo.

Em Lisboa, o líder centrista acusou Iniciativa Liberal e o Chega de "copiarem o CDS" em "tudo aquilo que são decentes". "Eles são cópia, nós somos o original, e nós estamos cá, bem vivos, para continuar a defender as nossas bandeiras de sempre", criticou.

E alertou que "aqueles que procuram o CDS fora do CDS estão a comprar gato por lebre, estão a comprar partidos que votam ao lado da extrema-esquerda no aborto, na eutanásia, na regionalização, nas drogas, na prostituição e no cancelamento cultural".

"E estão a votar em partidos extremistas que defendem aquilo que um bom cristão nunca pode defender em Portugal", acrescentou.

O presidente realçou as diferenças entre o CDS e os seus concorrentes à direita, apontando que o CDS não é "um partido de modas, nem de interesses, nem de tonterias" e "mantém-se fiel aos mesmos valores de sempre pelas mesmas razões de sempre".

E considerou que a Iniciativa Liberal é "em tudo igual ao BE, tirando a economia", alertando que "um voto na Iniciativa Liberal é um voto necessariamente a favor da esquerda em todas as matérias que para um democrata-cristão e um conservador são fundamentais na vida em sociedade".

E alertou os eleitores "que não quiserem votar no CDS e decidirem votar no Chega" que vão votar em deputados que não conhecem" e num "fanatismo populista e demagógico".

"Quem foi partido que sempre defendeu as nossas Forças Armadas? Quem foi o partido que sempre defendeu a autoridade das nossas forças de segurança? Quem foi o partido que sempre defendeu os empresários contra as nacionalizações do 11 de março? Quem foi partido que sempre defendeu a vida? Quem foi o partido que sempre defendeu o mundo rural?", questionou Francisco Rodrigues dos Santos, com a plateia a responder "o CDS" a cada questão.

E rematou: "Foi o Chega? Foi a Iniciativa Liberal? Vota CDS".

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