Seguro esteve na Ovibeja e apreciou alguns dos exemplares lá expostos.
Seguro esteve na Ovibeja e apreciou alguns dos exemplares lá expostos.NUNO VEIGA / Lusa

Seguro diz compreender dificuldades dos agricultores geradas pelo bloqueio de Ormuz

Presidente da República esteve de visita à feira agropecuária Ovibeja e disse: "Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes."
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O Presidente da República, António José Seguro, disse este sábado compreender as dificuldades dos agricultores, agora acrescidas com a guerra no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz, que, considerou, “nunca devia ter fechado”.

De visita à feira agropecuária Ovibeja, o chefe de Estado saudou os agricultores, frisando compreender “bem as suas dificuldades”, que agora “também são acrescidas, fruto de uma guerra e de um estreito de Ormuz que nunca devia ter fechado”.

“Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes para que, depois, isso não tenha que se refletir nos produtos alimentares. E, muitas vezes, as bolsas de muitos portugueses não conseguem acompanhar o aumento da carestia do preço desses alimentos”, afirmou.

O estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, entre outros produtos, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irão e pelos Estados Unidos, devido à guerra no Médio Oriente.

Numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, no final da visita ao certame de Beja, Seguro afirmou que os “agricultores são empresários com duplo risco”, porque enfrentam “o risco de empreender” e o de “ficar dependente do que a natureza lhes dá”.

“Umas vezes dá-nos coisas boas, outras vezes, infelizmente, dá-nos muitas más notícias e, ao contrário de outras atividades económicas, os seguros não funcionam como funcionam noutros setores da nossa economia”, salientou.

O Presidente da República reiterou que o setor, em que “se precisava de cobrir mais o risco”, devido à incerteza da atividade, “é onde precisamente não há condições para cobrir esse risco como os agricultores merecem”

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