Revista de imprensa. As eleições presidenciais vistas lá fora
FOTO: Leonardo Negrão

Revista de imprensa. As eleições presidenciais vistas lá fora

O confronto na segunda volta entre António José Seguro e André Ventura merece destaque na imprensa internacional esta segunda-feira, 19 de janeiro.
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As eleições presidenciais dominam completamente as primeiras páginas dos jornais nacionais desta segunda-feira, 19 de janeiro, que colocam as fotografias de António Jose Seguro e André Ventura, que irão disputar a segunda volta a 8 de fevereiro, em destaque.

Lá fora, também a imprensa internacional olha para os resultados destas presidenciais. O socialista Seguro e o radical Ventura disputarão a segunda ronda das Presidenciais em Portugal", titula o El País, que realça ainda como Seguro, "retirado da política nos últimos dez anos" e "sem grande apoio inicial no seu próprio partido", ficou em primeiro lugar "contra todos os prognósticos e quase contra todos".

Este jornal de Espanha diz ainda que a derrota de Luís Marques Mendes, que ficou em quinto, é "um grande revés" para o candidato apoiado pelo primeiro-ministro.

O La Vanguardia diz que "o socalista António José Seguro é o virtual novo presidente de Portugal, ainda que tenha de esperar pela segunda volta" e refere que o resultado de Marques Mendes é um "duro golpe" para Luís Montenegro, explicável, entre outros aspetos, pela "debilidade do candidato", em virtude do "seu papel obscuro de lobista de altos voos".

Ainda em Espanha, o El Mundo diz que António José Seguro se afigura como futuro presidente e concentrou o seu voto anti-ultra-violência, ao passo que "o líder populista celebrou que 'nasceu uma nova direita'” e que referiu que agora a luta seria entre o socialismo e o não socialismo.

Em França, o Le Monde diz que o socialista António José Seguro lidera a primeira volta contra a extrema-direita e realça que, em segundo lugar, André Ventura, líder do partido populista Chega, confirma a sua vitória eleitoral, apesar das sondagens preverem a sua derrota na segunda volta.

O jornal refere ainda que "a fragmentação do panorama político e a ascensão da extrema-direita estão a conduzir o país a uma segunda volta das eleições presidenciais pela primeira vez desde 1986 e apenas pela segunda vez desde o advento da democracia em 1976".

Em Inglaterra, o The Guardian, com um texto da agência Reuters, nota que "nas cinco décadas desde que Portugal se libertou da ditadura fascista, as eleições presidenciais apenas necessitaram de uma segunda volta uma vez – em 1986 – o que evidencia a fragmentação do panorama político com a ascensão da extrema-direita e o desencanto dos eleitores com os partidos tradicionais".

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