A líder da IL, Mariana Leitão
A líder da IL, Mariana LeitãoFoto: Leonardo Negrão

Reunião conjunta sobre habitação pedida pela IL não vai acontecer. Mariana Leitão acusa outros partidos de "total inflexibilidade"

"Os partidos preferiram ficar fechados sobre si próprios do que encontrar soluções para o país", lamentou a presidente da IL
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Apresidente da IL anunciou esta quinta-feita que a reunião conjunta com os líderes partidários proposta pelos liberais para discutir os problemas da habitação não vai acontecer, acusando os partidos de "total inflexibilidade" e de estarem "fechados sobre si próprios".

O anúncio foi feito por Mariana Leitão em conferência de imprensa, no Parlamento, na qual recusou revelar as respostas concretas dos partidos ao convite, remetendo esses esclarecimentos para as respetivas direções.

A IL tinha convidado, na terça-feira, os líderes de todos os partidos com assento parlamentar para uma reunião conjunta, a realizar-se esta quinta-feira às 15:30, destinada a encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação.

"A IL quis reunir todos os partidos para tentar encontrar um chão comum que permitisse avançar com soluções urgentes para resolver o problema da habitação. Infelizmente, e mesmo perante uma situação urgente que afeta milhares de pessoas, que afeta as gerações atuais, mas também vai afetar as futuras, os partidos preferiram ficar fechados sobre si próprios do que encontrar soluções para o país", lamentou Mariana Leitão.

A líder liberal salientou que, "mesmo perante três áreas onde certamente poderia haver consenso", os partidos "mostraram total inflexibilidade, preferindo manter a luta partidária acima do interesse dos portugueses".

Mariana Leitão considerou que seria possível chegar a um "chão comum" em matéria de habitação pública, simplificação e descida de impostos.

A presidente da IL afirmou que o partido tomou esta iniciativa perante a "falta de ação por parte do Governo", frisando que em democracia "o diálogo e os consensos são algo perfeitamente normal" especialmente quando estão em causa políticas estruturais.

"Não havendo essa disponibilidade ou essa iniciativa por parte do governo, entendemos nós tomá-la, exatamente porque sentimos o peso da responsabilidade que nos foi dada pelos portugueses, percebemos a urgência do problema e queremos efetivamente ajudar a resolvê-lo", disse.

Mariana Leitão anunciou ainda que o partido vai anunciar na próxima semana "um conjunto de propostas" que considerou que "podem ajudar a resolver o problema da habitação".

A líder liberal deixou também o desafio aos partidos para que, em vez de falarem do recuo na nova lei de arrendamento, "se sentem à mesa" e "apresentem as suas propostas de melhoria".

Questionada sobre a convocatória do Presidente da República dirigida aos partidos para audiências sobre coesão social, Mariana Leitão disse que levará para esse encontro a questão da habitação, mas que tem receio que a iniciativa do chefe de Estado "seja inconsequente".

"Temos ainda agora aqui um exemplo flagrante de que não há essa disponibilidade por parte dos partidos de trabalharem em conjunto para resolver os problemas e temo, por mais boa vontade que tenha o senhor Presidente da República, que tenho a certeza que tem, e louvando também a iniciativa, que seja inconsequente", lamentou.

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