Pedro Nuno Santos criticou erro do diretor do "Correio dos Açores", Américo Natalino Viveiros.
Pedro Nuno Santos criticou erro do diretor do "Correio dos Açores", Américo Natalino Viveiros.Foto: Leonardo Negrão

Pedro Nuno Santos desmente editorial que o punha a "vender a Madeira aos Estados Unidos"

Secretário-geral do PS reagiu a editorial do "Correio dos Açores" que o criticou por uma suposta afirmação publicada no "Inimigo Público", suplemento humorístico do "Expresso".
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O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, desmentiu um editorial do "Correio dos Açores", que o criticava por ter supostamente dito que o resultado das eleições regionais da Madeira o levava a pensar que "o arquipélago devia ser vendido aos EUA", estando disposto a propor tal negócio a Donald Trump caso se tornasse primeiro-ministro. Só que essas palavras constavam de um texto do "Inimigo Público", suplemento humorístico do "Expresso", não tendo sido nunca proferidas pelo líder socialista.

Numa nota escrita por Pedro Nuno Santos, e publicada na primeira página da edição desta terça-feira do "Correio dos Açores", Pedro Nuno Santos estranha que o diretor do jornal açoriano, Américo Natalino Viveiros, lhe atribua "um artigo que nunca escrevi e afirmações que nunca fiz, nem nunca poderia ter feito, de tão disparatadas que são".

Em causa está o editorial "Cuidado com os vendedores de ilhas", escrito por Américo Natalino Viveiros, na edição anterior do "Correio dos Açores", reagindo a uma peça humorística que o "Inimigo Público" colocara na edição de 23 de março do "Expresso", simulando um artigo de opinião de Pedro Nuno Santos.

Primeira página da edição de 1 de abril do "Correio dos Açores", com o desmentido de Pedro Nuno Santos.
Primeira página da edição de 1 de abril do "Correio dos Açores", com o desmentido de Pedro Nuno Santos.

"Bastaria ler com alguma atenção o que nesse suplemento me foi atribuído para perceber, de imediato, tratar-se de uma peça humorística", escreve o secretário-geral do PS, alegando que ou o autor do editorial "sabia que o 'Inimigo Público' é um conteúdo de ficção e mesmo assim entendeu transportar para o editorial do 'Correio dos Açores' esse conteúdo, tomando-o por bom, mesmo sabendo tratar-se de uma afirmação falsa, ou desconhecia o facto e tomou por boa uma declaração que nunca fiz".

"As duas situações são graves, a primeira por intencionalidade, a segunda por desconheceer a realidade editorial dos média em Portugal. Solicito que o jornal corrija semelhantes comentários feitos com base numa afirmação que nunca produzi!", conclui Pedro Nuno Santos.

O editorial da edição de 30 de março do "Correio dos Açores", baseado em supostas declarações de Pedro Nuno Santos, que foram inventadas pelo "Inimigo Público".
O editorial da edição de 30 de março do "Correio dos Açores", baseado em supostas declarações de Pedro Nuno Santos, que foram inventadas pelo "Inimigo Público".

Américo Natalino Viveiros, que foi secretário regional dos governos de Mota Amaral e deputado do PSD na Assembleia Regional dos Açores e também na Assembleia da República, tendo sido um dos participantes na Constituinte, reconheceu o erro, numa resposta também publicada, nesta terça-feira, na primeira página do jornal que dirige. Mas responsabilizou a "forma imprópria e pouco perceptível do conteúdo" do "Inimigo Público", na medida que "quis fazer parecer, em termos gráficos, dando forma a uma sátira, usando 'abusivamente' a imagem e o nome de Pedro Nuno Santos, situação que deveria merecer repúdio do visado".

O erro do diretor do "Correio dos Açores" também foi alvo de nota do PS-Açores, que numa publicação na sua página de Facebook esclareceu que o editorial "incorreu, certamente por lapso, na consideração como verídicas de algumas afirmações atribuídas a Pedro Nuno Santos", acrescentando que "tais declarações não correspondem à realidade, tratando-se apenas de conteúdos ficcionais" do suplemento satírico "Inimigo Público".

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