O ex-primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho recomendou esta sexta-feira, 6 de março, ao atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se concentre naquilo para que foi eleito e se distraia pouco com o resto.“Eu recomendo a quem está no Governo, a começar no chefe do Governo, que se concentre nessa missão e que se distraia pouco com o resto”, aconselhou o antigo chefe do Executivo à entrada para a 4ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).Numa curta declaração, o social-democrata disse ainda esperar que o PSD “dê conta do recado e faça o que tem de fazer”, frisando foi para isso que as pessoas votaram no partido.“Este é o tempo, creio eu, do doutor Luís Montenegro se concentrar no exercício dessas funções e dessas responsabilidades”, insistiu o ex-líder do PSD.Pedro Passos Coelho sublinhou que Luís Montenegro contraiu uma responsabilidade para com o país e que, nesse âmbito, as pessoas aguardam uma mudança.O antigo primeiro-ministro afirmou que não é candidato “a coisíssima nenhuma” e que, se o vier a ser, será apenas por um “imperativo de consciência”.“Não será surpresa para ninguém porque já o tinha declarado publicamente que não sou candidato a coisíssima nenhuma”, afirmou, acrescentando que, de cada vez que fala, é escusado "perder tempo a fazer efabulações" sobre o que é que quer e não quer.“Porque no dia em que eu me quiser candidatar, eu digo que me quero candidatar e candidato-me. Não faço isso para satisfazer calendários ou por questões de política interna”, atirou."No dia em que o fizer, se o fizer, há de ser por um imperativo de consciência e por mais nada", acrescentou.Passos Coelho afirmou que dirá sempre o que pensa sempre que achar que é “oportuno e importante”.“Não sei se aquilo que eu digo incomoda ou não incomoda, aborrece ou não aborrece, não digo nem para incomodar nem para aborrecer, digo o que penso e direi sempre o que penso”, frisou.O social-democrata ressalvou que sempre que entender que deve dar algum contributo da sua reflexão, mais crítico ou menos crítico, perante o país e perante o Governo não deixará de o fazer e não se deixará condicionar por “reptos de espécie nenhuma de natureza partidária”.“Já fui primeiro-ministro e tenho uma obrigação para muitas pessoas no país e direi sempre aquilo que entender que deve ser dito, sempre que for oportuno e, evidentemente, de acordo com aquilo que eu acho que é importante”, sublinhou.O social-democrata destacou que quem está à frente do Governo umas vezes ouvirá coisas de que gosta e, outras vezes, coisas de que não gosta.“Eu já ouvi muitas coisas que não gosto e ouvi e ouvi e andei”, concluiu..Montenegro pede clarificação no PSD sem nunca mencionar o nome de Passos Coelho.Passos Coelho admite que Ventura pode derrotar PSD e defende acordo de regime com Chega e Iniciativa Liberal