OE2027. Raimundo diz que PCP não precisa de ver o documento para dizer que vota contra
O secretário-geral do PCP anunciou esta sexta-feira, 2 de outubro, que o partido votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2027, sublinhando que não precisa de ver o documento para tomar essa decisão.
“Eu não preciso conhecer o documento [Orçamento do Estado] para dizer que vamos votar contra, porque se isto é um instrumento desta política, nós não podemos apoiar qualquer que seja instrumento desta política”, disse Paulo Raimundo em resposta aos jornalistas, na Assembleia da República, no encerramento das jornadas parlamentares do PCP, que decorreram entre quinta-feira e hoje, em Lisboa.
O líder comunista insistiu ainda nas críticas ao PS pela provável abstenção, acusando o partido de “dar gás” à política do Governo e de “libertar o Chega” de ter de viabilizar a proposta.
“O que é que aconteceria se o Partido Socialista não viabilizasse este orçamento? O Chega ia viabilizá-lo”, previu Raimundo, que anunciou também que o partido agendou um debate com o Governo no Parlamento sobre o “agravamento das condições de vida e negação de direitos fundamentais” para o próximo dia 16.
“Não nos resignamos, não desistimos, dia 16 de Outubro vamos, aqui mesmo na Assembleia da República, interpelar o Governo sobre o agravamento das condições de vida e negação de direitos fundamentais, na habitação, saúde e educação. Iremos confrontar o Governo com as consequências da sua desastrosa política”, afirmou o líder comunista.
Paulo Raimundo considerou que “o Governo tem a obrigação de responder ao brutal aumento do custo de vida” e de “tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a vida que quem cá vive e trabalha, o aparelho produtivo e as empresas, de garantir que todos e em particular as crianças são defendidas", acrescentando que "isso não acontecerá com um Orçamento do Estado ao serviço do grande capital".
O líder comunista disse também que o "PCP não aceita nem se conforma com esta realidade, este país do cinismo, da mentira, da injustiça e da desigualdade".

