OE2027. BE recusa assinar cheque da má governação de Montenegro e vota contra proposta
O coordenador do Bloco de Esquerda anunciou esta quinta-feira, 8 de outubro, que o partido votará contra a proposta de Orçamento de Estado para 2027, recusando assinar o “cheque da má governação” do primeiro-ministro.
“Nós não hesitamos. Nós não assinamos o cheque da má governação de Luís Montenegro”, afirmou José Manuel Pureza, à margem de uma visita ao Mercado D. Pedro V, em Coimbra, para falar com vendedores e clientes sobre o custo de vida.
Em declarações aos jornalistas, o coordenador do BE criticou a posição do PS de se abster em relação ao Orçamento de Estado para 2027, uma decisão que considerou de “muito grave”.
“O que aconteceu com a decisão do Partido Socialista de se abster é, do nosso ponto de vista, muito grave, porque na verdade é assinar o cheque em branco que é o cheque da má governação do PSD e de Luís Montenegro”, sustentou.
Segundo José Manuel Pureza, “a coisa é muito clara no que diz respeito a esta situação do orçamento: o Chega dá o discurso e o Partido Socialista dá os votos; e Luís Montenegro fica-se a rir”.
Questionado sobre o que espera da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2027 que será entregue hoje no Parlamento, Pureza apontou que vai ser “a concretização financeira das escolhas políticas que o Governo tem vindo a fazer e tem vindo a apresentar”, sem “nenhuma medida corajosa” em várias áreas.
“Sabemos exatamente aquilo que o Governo quer por no Orçamento de Estado, é o contrário daquilo que entendemos que é justo para o país: nenhuma medida importante sobre a limitação à especulação imobiliária e à subida absurda dos preços das rendas de casa, nenhuma medida corajosa sobre o controle dos preços dos bens essenciais, nenhuma medida corajosa sobre o preço exorbitante dos combustíveis e, portanto, apenas paliativos, apenas pequenos pensos rápidos”, defendeu.

