O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, que vai ser reeleito para um terceiro mandato no congresso realizado neste fim-de-semana, em Alcobaça, garantiu que não houve negociações com os autores de outras moções, como a da Juventude Popular, que acabou por não se apresentar a votos, ao da contrário da apresentada por Nuno Correia da Silva, que teve apenas oito votos favoráveis."Não fizemos negociações com outras moções", disse o também ministro da Defesa Nacional, depois de ter votado na lista única que encabeçou aos órgãos nacionais do CDS-PP, minutos depois de chegar ao centro de congressos de Alcobaça onde os centristas se reuniram neste fim-de-semana. Respondendo a uma pergunta acerca da possibilidade de aceitar algumas sugestões feitas pela Juventude Popular, que apontava risco de "diluição" dos centristas no âmbito da AD e defendia que o partido vá a votos em listas próprias, Melo disse que "vamos implementar a moção que apresentámos ao Congresso". Mas ressalvou que "isso não significa que não sejamos sensíveis a outras sensibilidades, dentro daquilo que seja compativel".Empenhado em levar o partido a "ganhar músculo junto das estruturas locais" e de implementar "novas formas de organização interna que também irão assegurar que o Governo não prejudicará essa dinâmica", Nuno Melo realçou os 97% de votos obtidos pela sua moção de estratégia global como "o sinal mais expressivo de confiança no caminho".Sendo certo que todas as listas apresentadas aos órgãos do partido, com Ana Miguel Pedro e Catarina Araújo a juntarem-se ao núcleo de vice-presidentes, "estão solidárias com esta visão do partido", Melo disse que "todos os candidatos enriqueceram este Congresso com as suas ideias e debates". E garantiu que "a disputa de ontem entre companheiros de percurso fica encerrada" e "em conjunto vamos enfrentar todos os desafios que vamos ter pela frente"..Nuno Melo: "Não precisamos de quem ajude os nossos adversários a combater a AD".Antigo número dois do Chega no encerramento do Congresso do CDS-PP