Com as Presidenciais de 2026 já a marcar muita da agenda política, os dois maiores partidos políticos portugueses, PSD e PS, ainda não apresentaram nenhum nome e têm mantido a corrida a Belém afastada dos discursos oficiais. Este sábado, tanto Luís Montenegro como Pedro Nuno Santos voltaram a ser confrontados com o tema e ainda não foi desta que se fez luz sobre a estratégia de cada um para as Presidenciais. Ainda assim, o presidente social-democrata, e primeiro-ministro em funções, garantiu que "a solução está perto", num encontro com autarcas do PSD onde também estava... Marques Mendes, que tem sido avançado como o nome mais provável entre a família "laranja".“Não é assunto para nos preocupar. Não é assunto para provocar, aqui, nenhuma intranquilidade. Sabemos que a solução está perto”, afirmou Montenegro, no 5.º Encontro Nacional de Autarcas Social-Democratas, realizado em Ovar, com o ex-presidente do PSD Luís Marques Mendes sentado na primeira fila, o que provocou um momento de humor entre os presentes, arrancando risos e aplausos da plateia. Apesar da descontração, o líder social-democrata assegurou que o partido está comprometido em apoiar uma candidatura forte que “mobilize o país” e ofereça ao cargo presidencial a imparcialidade e moderação necessárias.De acordo com a agência Lusa, Montenegro destacou ainda que o foco do PSD será garantir um Presidente da República capaz de “moderar os poderes soberanos” e preservar uma relação equilibrada entre a política e a sociedade, afastando-se de projetos pessoais ou partidários.PS aguarda "momento certo"Quase simultaneamente, em Braga, Pedro Nuno Santos também abordava o tema das presidenciais. O secretário-geral do PS revelou estar a dialogar com várias personalidades da área socialista, reforçando que o partido não apresentará um candidato próprio, mas sim apoiará uma figura que demonstre disponibilidade e alinhamento com os valores socialistas.“O Partido Socialista está a acompanhar o processo com muito interesse, eu próprio estou a falar com muitas personalidades da área socialista”, afirmou Pedro Nuno. No entanto, sublinhou que “ainda não é o momento de decidir”. Para o líder socialista, o partido precisa de tempo para avaliar as opções que se apresentem, numa lógica de apoio e não de imposição.As declarações de Pedro Nuno Santos surgem um dia depois de o antigo líder socialista Ferro Rodrigues ter considerado urgente definir a metodologia para escolher o candidato presidencial apoiado pelo PS e ter proposto a relaização de primárias abertas, defendendo que há duas décadas que os eleitores do partido se sentem perdidos nestas eleições.Pedro Nuno destacou que o PS procura uma candidatura que reúna condições para vencer, mas também que represente os valores de igualdade, liberdade e solidariedade que marcaram a presidência de figuras como Mário Soares e Jorge Sampaio. “O país precisa de um Presidente da República que tenha uma grande preocupação social”, defendeu.Segundo uma sondagem publicada esta semana, o nome do almirante Henrique Gouveia e Melo continua a ser o mais popular entre os portugueses para as Presidenciais de 2026..* Com Lusa