Livre critica ausência de aumento de prestações sociais para o Orçamento do Estado
A co-porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, informou os jornalistas de que o Governo não tem previsão de aumentos das prestações sociais além da inflação. O lamento, esta terça-feira, acontece devido à ausência de propostas de resposta ao custo de vida. Isabel Mendes Lopes falava aos jornalistas, no Parlamento, após uma reunião com os ministros de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, sobre as principais linhas da proposta do executivo de Orçamento do Estado para 2027, pedindo abertura ao diálogo.
A deputada do Livre considerou que, perante um "momento delicado em termos económicos", com os preços a subir, o OE para 2027 "não pode ser tratado como um orçamento expediente", mas sim um documento que "perceba a situação em que o país está e dê o apoio necessário às pessoas, às famílias, às pequenas e médias empresas".
Relatou depois que "não está previsto, além do aumento normal relativamente à inflação, um aumento das prestações sociais ou um aumento do apoio às famílias".
O Livre, afirmou Isabel Mendes Lopes, pediu ao Governo mais apoios para as pessoas que não estão a conseguir fazer face à subida do custo de vida e que olhe para a proposta orçamental como "um instrumento de política" para responder a esse problema.
Tal como o DN noticiou, o partido vai apresentar, nesse sentido, propostas de alteração ao Orçamento do Estado para taxar grandes fortunas, limitar os jogos online e aumentar o abono de família e da garantia para a infância, além de pedir mais contratações no Serviço Nacional de Saúde e um passe de mobilidade nacional, que inclua intermodalidade operacional nos transportes depois da aprovação anterior da sua proposta: o passe ferroviário verde.
Isabel Mendes Lopes considerou que a reunião foi "cordial, mas sem grande abertura para mudar a base do Orçamento do Estado que o Governo apresentará no dia 9 de outubro."
A deputada sublinhou ainda a abertura do Livre para ter mais reuniões, considerando que "o diálogo é muito importante" e que "mesmo que haja discordâncias de fundo é sempre possível encontrar alguma zona de consenso".
"Vamos ver se o Governo responde a esse repto de continuarmos a conversar para efetivamente conseguirmos encontrar as medidas que são as corretas para apoiar as famílias e as pequenas e médias empresas neste ano de 2027 que é tão preocupante", disse.
O Livre votou negativamente, na especialidade e generalidade, o Orçamento para 2026.
*Com Lusa

