José Luís Carneiro
José Luís CarneiroFoto: Leonardo Negrão

Carneiro avisa PS para “momentos difíceis”

Líder socialista referiu sondagens e pediu “um caráter temperado” dos militantes para os “muitos obstáculos” que, diz, irão surgir.
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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, avisou este sábado o partido para “momentos difíceis” e pediu “um caráter temperado” para os “muitos obstáculos” que serão colocados à frente dos socialistas, observando que “não há montanhas sem vales”.

Na reta final da sua intervenção de abertura da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa para analisar a proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) e a posição socialista, José Luís Carneiro deixou avisos ao partido sobre os próximos tempos, recordando que tem “uma experiência política e profissional muito longa”.

“Vamos viver momentos difíceis pela nossa frente. Vamos subir e descer nas sondagens, umas vezes subiremos mais, outras vezes sobem outros. Há algo que é fundamental, é termos um caráter temperado”, pediu.

Para o líder do PS, este caráter é necessário para enfrentar todos os desafios.

“Vão-nos ser colocados muitos obstáculos, alguns já nos colocaram. Vocês têm estado atentos, imagino eu, na forma como a nossa mensagem passa para o espaço público, ou como não passa, ou como passam as partes que menos contribuem para afirmar o nosso projeto”, alertou.

Carneiro pediu ainda aos socialistas para acreditar na “razão estratégica fundamental da opção” que propôs à Comissão Nacional do PS, ou seja, a viabilização, por via da abstenção, do OE2027.

“Mas mais importante não é aquela que vos proponho hoje, é a exigência que vos faço para que com a força e com a energia de cada uma e de cada um sejamos capazes de atravessar este desfiladeiro”, pediu, socorrendo-se a partir daqui de uma imagem para tentar lembrar os últimos tempos do partido.

De acordo com o dirigente, o PS já esteve “num vale, num desfiladeiro, num planalto”.

“Agora poderemos voltar a um vale, mas lá ao fundo haverá uma montanha e nós vamos percorrer essa montanha. E não se esqueçam: não há montanhas sem vales, nem há vales sem montanhas, na vida e na política”, observou.

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