Carlos César na primeira reunião da Comissão Nacional do PS depois do Congresso que se realizou em Viseu no final de março deste ano.
Carlos César na primeira reunião da Comissão Nacional do PS depois do Congresso que se realizou em Viseu no final de março deste ano.Foto: Paulo Spranger

Carlos César admite que há quem ainda não se associe "por completo à forma de estar" da liderança do PS

O presidente socialista, depois da reunião da Comissão Nacional do partido, regiu à recusa de Duarte Cordeiro integrar o órgão máximo do PS entre congressos, assumindo que Carneiro não é unânime.
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Carlos César, questionado sobre se a recusa de Duarte Cordeiro em integrar o órgão máximo do partido entre congressos significava uma primeira sombra de oposição à liderança de José Luís Carneiro, optou por se centrar na pluralidade de opiniões internas. A declaração foi à margem da primeira reunião da Comissão Nacional do PS.

"Esta liderança continua como começou, ou seja, foi eleita com uma larga maioria de votos no Partido Socialista e naturalmente, como não foi com unanimidade, há pessoas que ainda não se associam por completo à sua forma de estar e de ser", vincou o presidente do PS, acrescentando que "isso é natural no partido".

"A única coisa que eu temo no Partido Socialista são as votações de 100%", lançou. Com uma balanço dos resultados do XXV Congresso do PS, que decorreu no final de março em Viseu, agora reafirmados na reunião da Comissão Nacional, Carlos César destacou uma "unidade forte que hoje tipifica a vida no PS", sem que isso prejudique, sublinhou, a diversidade que acompanha os socialistas "há precisamente 53 anos".

O presidente socialista afirmou que o partido "está em condições de prosseguir com coragem aquilo que tem procurado manifestar junto dos portugueses". Garantiu ainda que "é possível fazer oposição sem dizer sempre não e sem recorrer à gritaria".

"É possível ser uma boa oposição e ser reconhecido pelos portugueses como um partido capaz de fazer propostas, capaz de dizer como não deve ser feito, mas também como deve ser feito", continuou.

O socialista acrescentando que está vigilante perante as "movimentações do Governo, como aquelas que vimos no caso da [lei da] nacionalidade, como aquelas que estamos a ver no caso da contrarreforma laboral, como aquelas que predizem no caso da revisão constitucional, ou até em áreas onde nós suspeitamos que o Governo também pode fazer incursões que prejudicarão os interesses e os direitos dos portugueses, como é o caso do sistema de pensões".

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