António José Seguro prometeu e cumpriu. Esta manhã regressou, já na qualidade de Presidente da República, a Mourísia, no concelho de Arganil, que sofreu fortemente com os incêndios no verão passado, para mostrar que não esquecerá o interior do país e os seus problemas. .Seguro visita aldeia de Mourísia, passa por Guimarães e termina dia no Porto. "A atenção que Mourísia precisa, e o interior do nosso país, exige respostas da política e, sobretudo, quando se fazem promessas de apoio, é importante que essas promessas sejam concretizadas", afirmou, sublinhando que, segundo o presidente da câmara de Arganil, ainda há apoios por pagar no âmbito dos incêndios do verão passado, na ordem dos quatro milhões de euros. "E, portanto, o meu apelo é para menos expectativas, mais apoios. Menos palavras, mais atos. E, sobretudo, que as pessoas possam ter a certeza que quando o poder político fala, é para valer. Eu serei um Presidente exigente", disse Seguro, depois de contactar com a população.O Presidente da República também se mostrou disponível para responder a perguntas dos jornalistas."Não tenho o poder executivo no nosso país, mas tenho o poder da palavra. E esta minha presença aqui, o meu primeiro ato fora de Lisboa, expressa também isso, a necessidade de se olhar para todos os portugueses, independentemente do local onde residam" sublinhou. .Seguro apela ao regresso à mesa das negociações para acordo "equilibrado" na legislação laboral. Seguro diz que vai exigente "quanto aos resultados, mas também quanto à maneira como se tomam decisões". E deu um exemplo: "Em agosto houve incêndios, o Parlamento aprovou uma lei para criar uma Comissão Técnica Independente, essa lei entrou em vigor em janeiro. Estamos em março e essa Comissão ainda não tem todos os membros, que são doze, para poder começar a funcionar. E dentro de poucos meses temos novamente o verão e uma época potencial de incêndios. Ora, aqui está um exemplo do que não pode acontecer no nosso país". Para o Presidente da República, não é uma questão de dinheiro, mas "apenas de mudar a maneira como se faz política em Portugal".