"Sinto-me qualificado, motivado e apoiado nestas funções", diz Mário Centeno

No fim da audição sobre a nomeação para governador do ​​​​​​​BdP,Centeno diz sentir-se "qualificado e apoiado", mesmo com a posição contrária dos partidos.

Após a audição, que tinha como objetivo questionar Mário Centeno perante a nomeação para governador do Banco de Portugal, apenas o PS demonstrou um parecer favorável sobre o assunto. Questionado em várias ocasiões sobre se, mesmo tendo em conta a posição contrária da maioria dos partidos, estaria confortável para assumir o cargo de governador do BdP, Centeno diz sentir-se "qualificado, motivado e apoiado nestas funções".

Mostrando que, na sua visão, tem maior peso o currículo e as qualificações, Centeno considera que "o currículo e mérito que cada um de nós vai construindo ao longo da vida pode ser desconsiderado ou não nestas avaliações".

"Não conseguimos ter entidades independentes se não forem lideradas por pessoas com qualificações adequadas. Isso é a característica mais importante, o resto são dúvidas metódicas, mas que não devem interferir nestes processos, essa é a minha opinião", afirma Mário Centeno.

Durante a audição, Centeno referiu por várias vezes que a função do BdP passa pelo "aconselhamento do governo" e que a instituição não é "supranacional, responde perante o Parlamento".

Os deputados lançaram várias questões sobre as decisões tomadas ao longo das funções enquanto ministro das Finanças, nomeadamente as relativas ao Novo Banco. Os vários partidos contestam que não será possível garantir a independência do cargo de governador, caso o cargo seja ocupado por Centeno.

Na mesma ocasião, a Iniciativa Liberal revelou que pretende avançar com uma providência cautelar para impedir a nomeação de Mário Centeno, com Cotrim de Figueiredo a revelar-se "insatisfeito com o processo legislativo".

Com esta etapa da audição obrigatória ultrapassada, cabe agora ao grupo parlamentar do PS elaborar um relatório, que terá o deputado João Paulo Correia como relator. Só depois da apresentação desse relatório é que o Conselho de Ministros poderá designar Mário Centeno como sucessor de Carlos Costa, que ocupa o cargo no BdP desde 2010.

Embora o mandato acabe formalmente esta quarta, dia 8 de julho, Costa manter-se-á em funções até que seja nomeado o sucessor.

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