Santana apela à participação das mulheres na política

O líder da Aliança, a poucas horas de ter fechado as listas para os órgãos nacionais, fez um apelo à participação das mulheres na política, admitindo que há sempre mais homens representados.

No momento em que ainda decorre a votação para os órgão nacionais da Aliança, Pedro Santana Lopes confessou as dificuldades na elaboração das listas. "Há alguns zangados, nunca se consegue lugar para todos", admitiu. E lamentou que não haja mais participação das mulheres.

Justificou ainda a opção por ter um Senado no partido, em vez de um Conselho Nacional, com a ideia de tenta "reforçar a coesão social", já que este órgão com 30 membros eleitos terá ainda representantes do partido de todos os distritos. "Deveria haver uma câmara alta no país, com representação de parcelas do território e para amadurecer os grandes temas nacionais. Portugal até tem uma sala do Senado, é pena os preconceitos".

O facto de ter várias figuras na direção nacional do partido que saíram do PSD - casos de Martins da Cruz, Rosário Águas e Luís Cirilo - não o preocupa "Acho que está equilibrado", disse.

Justificou ainda o motivo pelo qual não convidou, como é hábito nos outros congressos, os partidos para assistirem ao encerramento. Considerou desagradável que estejam presentes a ouvir críticas no congresso a aplaudi-las. "Isso é da velha política e deve acabar!"