RIR promete "lutar pelos descontentes" e pelo "voto das árvores"

O partido Reagir Incluir Reciclar (RIR) prometeu que vai "lutar pelos descontentes e pelo voto das árvores", garantindo ser uma estrutura com "360 graus que incluiu todos", apresentando como bandeira o "combate à abstenção e corrupção".

À margem da entrega da lista de candidatos pelo circulo bracarense esta manhã no Tribunal de Braga, o presidente do RIR, Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rãs, disse estar confiante de que vai eleger deputados por Braga e apelou a que o seu partido seja tratado "de igual modo" que "os partidos de sempre".

"Os jovens contam, contam muito, os descontentes contam e precisamos de uma política diferente. Nas eleições europeias eram 17 partidos e não conseguiram fazer as pessoas votar. Tudo aquilo que eu puder fazer para combater a abstenção eu vou estar ajudar também os outros partidos", declarou aquele líder partidário.

Segundo Tino de Rãs, que já foi candidato à Presidência da República, ficando em quarto lugar, o RIR é um partido inclusivo: "Cabemos todos. É a primeira vez que vamos a votos, mas o nosso quadradinho vai ser do tamanho dos outros quadradinhos", apontou.

Tino de Rãs deixou ainda um pedido à comunicação social e aos restantes partidos, depois de se mostrar confiante na eleição de "pelo menos" dois deputados por Braga.

"Uma coisa que eu gostaria muito é que não nos tratem por outros, o nosso partido tem nome e quando vejo que só debatem com os partidos do costume, sinto-me triste, quero que nos tratem por pessoas. Somos um partido sério e que está registado", apelou.

Uma das causas que o RIR abraça é a causa ambiental, com o líder partidário a dizer mesmo que também quer o voto das árvores: "Vamos lutar pelo voto das árvores, o povo precisa de respirar melhor", explicou.

Durante a manhã, o RIR entregou também a lista de deputados pelo círculo de Viana do Castelo, sendo que a entrega de lista irá acabar segunda-feira, no Porto.

"Vamos concorrer por todos os círculos eleitorais, vai ser uma surpresa", garantiu Tino de Rãs.

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