Rio promete: se for Governo quem mandará na Saúde não será o ministro das Finanças

Campanha social-democrata, juntou cerca de 2.500 pessoas num jantar num arraial minhoto.

O presidente do PSD, Rui Rio, prometeu esta segunda-feira que, se formar Governo, quem mandará na saúde será o ministro do setor e não o das Finanças, como diz acontecer no atual Governo socialista com Mário Centeno.

"E fica aqui uma promessa, esta é que é mesmo uma promessa: face à situação em que está o Serviço Nacional da Saúde eu vos garanto que, se nós ganharmos as eleições e fizermos Governo, quem vai mandar na saúde vai ser o ministro da Saúde e não o ministro das Finanças", assegurou, no primeiro grande momento de mobilização da campanha social-democrata, num jantar que juntou cerca de 2.500 pessoas num arraial minhoto.

Rio voltou a acusar o PS de se comportar "como dono disto tudo" em relação ao Estado quando está no Governo, e deixou um ataque particular ao presidente do PS, Carlos César.

"Esse fenómeno familiar começa, aliás, no presidente do PS: o deputado Carlos César é o campeão a conseguir meter os seus familiares nos cargos públicos", acusou.

O líder do PSD disse que "pulverizar o Estado de 'boys' e 'girls'" é uma característica de o PS a governar, lamentando que este assunto tenha "passado um pouco ao lado da campanha" devido ao caso de Tancos.

"O PS a governar toma o Estado como se fosse seu e como se fosse a sua família", criticou.

Rio defendeu que "as características do PSD a governar são outras", destacando a promessa de redução fiscal do partido e acusando o primeiro-ministro de "não dominar os números das finanças públicas"

"Ouvi o dr. António Costa dizer ontem na RTP que tínhamos aqui uma fantasia, porque baixamos em 3,7 mil milhões de euros os impostos e conseguimos a magia de a receita fiscal crescer 2 mil milhões de euros. Meus amigos, nós prevemos que a receita vá crescer não 2 mil milhões, mas 5,4 mil milhões", frisou.

O líder do PSD reiterou o desafio ao ministro das Finanças para que aceite debater as contas dos dois partidos, depois de Mário Centeno ter recusado fazê-lo com o porta-voz do partido para as Finanças Públicas, Joaquim Sarmento, por este não ser candidato a deputado, e deixou outra alternativa.

"O professor Álvaro Almeida, candidato pelo Porto, já está disponível para debater com Mário Centeno. Vamos ver, este começa por A, se ainda não servir passaremos a alguém cujo nome comece por B a ver se ela aceita", afirmou.

Acusando o atual Governo de ter imposto a maior carga fiscal aos portugueses "desde o D. Afonso Henriques", Rio desafiou ainda António Costa a desmentir se planeia repor o imposto sucessório, como diz pretenderem PCP e BE.

"Se o dr. António Costa não desmentir podem ter a certeza que se o PS ganhar as eleições vamos ter outra vez o imposto sucessório e os filhos que vão herdar os bens dos pais vão ter de pagar mais impostos", avisou.

Antes, discursaram o cabeça de lista por Braga, André Coelho Lima, que acusou o Governo socialista de "mistificação, cativação e falta de noção", bem como o número um por Viana do Castelo, o autarca de Valença Jorge Mendes.

Em 2015, a coligação PSD/CDS-PP elegeu quatro dos seis deputados escolhidos pelo círculo de Viana do Castelo, três dos quais sociais-democratas.

Por Braga, a coligação Portugal à Frente elegeu 10 dos 19 deputados, oito dos quais do PSD.

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