Rio não tem dúvidas sobre as reivindicações dos enfermeiros, "mas há várias formas de luta"

Líder do PSD falou ainda sobre o salário mínimo nacional, que "não é justo" e não pode "discriminar as pessoas", nem fazer distinção entre "público e privado"

Rui Rio visitou esta terça-feira o Hospital de Bragança e falou aos jornalistas sobre temas que marcam a atualidade nacional, como o salário mínimo ou a greve dos enfermeiros, sobre a qual diz não ter dúvidas, relativamente às reivindicações. No entanto, alerta que "existem várias formas de luta" e que tem "muitas dúvidas" acerca de alguns contornos no protesto dos profissionais de saúde.

Sobre o parecer da Procuradoria-Geral da República, que considera que a greve dos enfermeiros ilegal, o líder do PSD afirmou que não questiona os motivos, mas sim a forma do protesto, e que vai agora aguardar pelo Supremo Tribunal Administrativo. A PGR explicou ainda que a ilegalidade dos protestos vem do facto de a greve não corresponder ao pré-aviso e também porque o fundo usado para compensar a perda de salário não foi constituído nem gerido pelos sindicatos que decretaram a paralisação.

"Nunca tive, nem tenho, dúvidas sobre as reivindicações dos enfermeiros, mas existem várias formas de luta", afirmou Rui Rio, que acrescentou ter "muitas dúvidas" sobre, por exemplo, "a forma de financiamento". "É bom haver um sindicato que recuou na greve. Mas não recuou nas suas reivindicações, e bem. Agora, obviamente que uma parecer destes não é para um setor. Ou é para toda a função pública ou não é para ninguém", acrescentou.

Sobre o salário mínimo, os 635 euros na função pública foram promulgados ontem por Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio destacou o facto de "o Presidente da República ter chamado a atenção sem vetar, porque o efeito era voltar tudo para trás". "Concordo com a posição política do Presidente da República", referiu ainda.

"O salário mínimo nacional é pouco, e é sempre pouco porque a economia portuguesa não permite pagar mais. Quem cumpre funções de forma satisfatória merece mais de 600 euros por mês. Se estamos no patamar abaixo do que as pessoas merecem, não podemos discriminar as pessoas. Público ou privado, não interessa. O salário mínimo nacional, e é algo que temos todos de ter a consciência, não é justo", alertou no entanto o líder social-democrata.

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