Rio escreve aos militantes. "Não é patriótico atacar agora o governo"

Líder do PSD justifica o seu apoio ao governo neste momento de combate à pandemia e ataca os que cedem "à tentação de agravar os ataques aos governos em funções. Diz que não é "ético" nem "patriótico".

Rui Rio escreveu uma carta aos militantes, que está disponívelno site do PSD, para justificar e defender que é preciso união e solidariedade com o governo num momento em que o país combate a pandemia de covid-19. Ao mesmo tempo ataca os que apesar da crise ainda sentem a tentação de lançar farpas à governação.

"Dada a gravidade da situação - seja na vertente da saúde pública, da economia ou nos aspetos de ordem social que dentro em breve se irão agravar - temos todos de estar unidos e solidários, de molde a que o nosso País consiga enfrentar este combate com o menor número de vítimas e o menor desconforto possível", escreve.

Lamenta que, na vida plítica, haja quem não esteja disposto a combater "o inimigo comum" e prefira agravar os ataques aos governos em funções, aproveitando-se partidariamente "das fragilidades políticas qe a gestão de tão complexa realidade acarreta". Não identifica, porém, a quem dirige a mensagem.

"Em minha opinião, essa não é, neste momento, uma postura eticamente correta. E não é, acima de tudo, uma posição patriótica"

"Em minha opinião, essa não é, neste momento, uma postura eticamente correta. E não é, acima de tudo, uma posição patriótica. O que as pessoas querem (e bem!) é eliminar o vírus o mais depressa possível, dispensando uma instabilidade política que só dificulta o que já, de si, não é fácil de resolver", acrescenta em tom bastante crítico. E lembra que tem tido uma postura inversa de cooperação com o Presidente da República e com o primeiro-ministro, António Costa.

Elogia a postura da "maioria dos militantes do PSD", que considera ter o mesmo entendimento. "Ver o nosso partido com sentido de Estado e da responsabilidade, é vê-lo a honrar o seu passado e a pôr Portugal à frente de tudo o mais". Admite que, infelizmente, Portugal vai ter de passar por tempos bem difíceis, depois desta prolongada paragem económica a que nos tivemos de submeter.

Na carta recorda ainda aos militantes o conjunto de propostas que o partido fez para enfrentar o momento que estamos a viver.

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