Primeiro-ministro na comissão de inquérito? PS diz que não é costume

PS escolheu deputado Filipe Neto Brandão para presidir à comissão de inquérito sobre Tancos

O líder parlamentar do PS, Carlos César, mostrou-se hoje pouco recetivo a que António Costa seja chamado ao Parlamento para se pronunciar sobre o caso Tancos, no âmbito da futura comissão parlamentar de inquérito, que deverá ser aprovada amanhã na Assembleia da República.

Muito embora se tenha escusado a falar das "diligências probatórias que terão lugar" numa comissão que ainda não está constituída, o dirigente socialista sublinhou que "uma iniciativa dessa natureza seria excecional no quadro parlamentar português". "Os partidos com responsabilidade histórica no funcionamento do Parlamento não fazem, a qualquer título, propostas dessa natureza", acrescentou César, que falava no Parlamento, no final da reunião da bancada do PS.

O CDS voltou hoje a admitir chamar António Costa ao Parlamento, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao caso de Tancos. "A cada dia que passa é mais evidente a necessidade de chamar o primeiro-ministro", afirmou o líder parlamentar centrista Nuno Magalhães. Como o DN adiantou, o antigo chefe de gabinete do ex-ministro da Defesa admitiu ter informado o ex-ministro Azeredo Lopes do encobrimento do crime. Sobre o caso em concreto, Carlos César disse que aquilo que conhece "são as declarações do antigo ministro" da Defesa, Azeredo Lopes, que afirmou publicamente não ter tido conhecimento daquela situação.

Carlos César adiantou também que a futura comissão será presidida pelo deputado socialista Filipe Neto Brandão - a presidência das comissões é rotativa, cabendo a próxima ao PS - ficando o deputado Ascenso Simões com a coordenação dos deputados do partido. E disse desejar que "todos os esclarecimentos sejam obtidos e que a matéria seja aprofundada até ao limite em que puder ser".

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