PCP quer mais mulheres militantes e com mais responsabilidades

A dirigente comunista Fernanda Mateus considerou fundamental "continuar a potenciar o valor" da participação de mulheres no PCP, atribuindo-lhes mais responsabilidades de intervenção partidária, grupo que atualmente representa 32% dos militantes.

"As mulheres constituem 32% dos militantes, sendo fundamental continuar a potenciar o valor da sua participação na vida do partido, alargando o número que assumem responsabilidades aos diversos níveis de intervenção partidária e inscrevendo o objetivo de recrutamento de mais mulheres, designadamente operárias", declarou Fernanda Mateus, membro da Comissão Política do PCP.

Para a dirigente comunista, "as soluções preconizadas pelo governo do PS no âmbito da igualdade de género visam iludir e não respondem às causas estruturais da exploração, das desigualdades e discriminações das mulheres, que conhecem novos desenvolvimentos no quadro do contexto epidémico".

Fernanda Mateus salientou que sobre as mulheres trabalhadoras "pesa uma dupla exploração: de classe e em função do sexo", alertando que estas constituem a maioria dos trabalhadores sujeitos à precariedade laboral, recebendo "em média, menos 225 euros que os homens" e sofrendo muitas vezes dificuldades na altura de ter filhos.

A dirigente alertou ainda para a desregulação dos horários, que "viola os direitos laborais das mulheres" e cria "fortíssimas limitações" na organização da vida pessoal, social, familiar e dificulta a participação política de mais mulheres.

"O PCP assume que a luta das mulheres é parte integrante da luta mais geral dos trabalhadores e do povo, mas tal não significa camaradas diminuir a importância da luta específica das mulheres e o papel que desempenham na defesa dos seus direitos específicos", apontou.

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