Oposição interna já promete tréguas a Rio

Pedro Pinto, presidente da poderosa distrital de Lisboa e um dos dinamizadores do movimento visando uma moção de censura, já trata Rui Rio como um "grande líder".

"O partido tem de estar unido à volta do líder." A afirmação foi feita esta manhã no Parlamento por um dos principais dinamizadores do movimento das distritais do PSD que defendeu a aprovação no Conselho Nacional do PSD de uma moção de censura à liderança de Rui Rio.

Para Pedro Pinto, deputado e presidente da distrital de Lisboa do PSD, o partido, agora, depois da aprovação nesta madrugada de uma moção de confiança a Rui Rio, por voto secreto, "está mais forte" e "preparado para os grandes desafios que tem pela frente", sendo esses desafios "vencer as Europeias e as Legislativas".

Segundo afirmou, a realização de eleições diretas seriam a "solução mais forte" para clarificar a situação interna. Contudo, ele próprio sabe que "se essa solução não acontecesse também Rui Rio sairia mais forte com esta solução [aprovação, por voto secreto, de uma moção de confiança à liderança no Conselho Nacional do partido].

Nas suas declarações aos jornalistas, Pedro Pinto chegou mesmo a tratar Rui Rio como um "grande líder". Foi ao saudar a decisão deste de, ele próprio, defender que a votação da moção de confiança à direção do partido se fizesse por voto secreto (e não de braço no ar, como defendiam os seus apoiantes).

"Ele [Rui Rio] acabaria sempre por propor o voto secreto. Se eu estivesse no lugar dele teria proposto mais cedo. Mas isso não importa. O que importa é que ele o propôs e propô-lo por convicção de que era o voto secreto aquilo que se estava à espera. Isso é que faz dele um grande líder", disse Pedro Pinto.

No entender deste deputado e dirigente distrital do PSD, Rio "percebeu os sinais que foram enviado pelo Conselho Nacional".

A reunião do Conselho Nacional do PSD decorreu num hotel do Porto e iniciou-se pelas 17:00, terminando onze horas depois. A moção de confiança que a direção levou a votos foi aprovada com 75 votos a favor, 50 contra e um voto nulo.

Luís Montenegro, que se candidatou a líder do PSD e desafiou Rio a convocar eleições diretas - desafio a que este contrapôs a tal moção de confiança no Conselho Nacional - deverá ainda esta manhã reagir aos resultados da votação.

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