O PAN será "o único grupo parlamentar onde os homens estão em minoria"

Partido superou a meta anunciada pelo líder, André Silva.

O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) elegeu quatro deputados nas eleições de domingo, depois de ter eleito um em 2015, e vai conseguir formar um grupo parlamentar, numas legislativas em que o partido duplicou o número de votos.

O principal objetivo do PAN para as eleições era duplicar o número de deputados, para poder criar um grupo parlamentar, tendo superado a meta definida pelo porta-voz partido, André Silva.

Os bons resultados nos círculos de Lisboa, Porto e Setúbal, onde se assumiu como a quinta força política (a par de Faro onde não elegeu), permitiram a eleição de quatro deputados: dois por Lisboa (André Silva, único deputado do PAN eleito em 2015, e Inês Sousa Real), um pelo Porto (Bebiana Cunha) e um por Setúbal (Cristina Rodrigues).

Com este resultado, o PAN será também "o único grupo parlamentar onde os homens estão em minoria", salientou hoje André Silva.

Naquela que é a sua terceira participação numas eleições legislativas, o PAN, que fez uma campanha discreta e sem grandes estruturas locais a apoiar as ações de rua, conseguiu duplicar os votos em relação a 2015, passando de 75 mil a nível nacional (1,39%) para 166 mil (3,28%), confirmando os bons resultados nas europeias, em que conseguiram eleger um eurodeputado, Francisco Guerreiro.

Também em 2015, o PAN já tinha dobrado o número de votos em relação a 2011, nas primeiras legislativas em que concorreu (ainda com Paulo Borges como porta-voz).

Tal como em 2015, um terço dos votos neste partido registaram-se no círculo eleitoral de Lisboa.

Nas eleições de domingo, não houve um único círculo eleitoral onde o PAN não tivesse crescido em relação a 2015, duplicando normalmente os votos face às últimas legislativas.

Em alguns distritos, o crescimento foi mais notório, como no caso de Braga, em que o PAN triplicou o número de votos e de Aveiro, que passou de 3.573 para 10.424.

Em 2015, o PAN foi uma das surpresas das legislativas, ao ter conseguido eleger um deputado para a Assembleia da República, ficando à frente de outros partidos pequenos como o PDR de Marinho e Pinto ou o Livre, de Rui Tavares.

O PAN foi criado em 2009, na altura designado PPA (Partido Pelos Animais) e foi oficialmente inscrito no Tribunal Constitucional em 2011, tendo tido como primeiro porta-voz Paulo Borges.

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