Freitas do Amaral em campanha, em 1986
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O Loden verde de Freitas que mudou as campanhas políticas

A campanha para as eleições presidenciais de 1986 foi um marco na comunicação com os eleitores. Freitas do Amaral reuniu a direita sem complexos à volta de um sobretudo, um íconico Loden verde mimetizado pelos apoiantes. E falou para a juventude.

Multidões na rua. Um hino. Milhares de bandeiras, autocolantes, t-shirts, chapéus de palha e um casaco que ficou para a memória coletiva dos portugueses: o Loden. Um sobretudo verde escuro, que Diogo Freitas do Amaral - desaparecido na passada quinta-feira, aos 78 anos - usou na campanha para as presidenciais de 1986. As eleições mais peculiares e marcantes da história da então jovem democracia portuguesa.

A direita e o centro direita com dinâmica de vitória mobilizaram em tons festivos o seu eleitorado que seguia para todo o lado o candidato Diogo Freitas do Amaral, vencedor da primeira volta e com mais votos (46,31%) do que os candidatos à sua esquerda: Mário Soares (25,43%), Salgado Zenha (20,88%) e Maria de Lurdes Pintasilgo (7,83%).

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