Novo Banco vai ser o tema do debate na AR

Um dos membros do Governo com a pasta das Finanças estará presente, não se sabe se será Centeno. Em causa a transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco,

A conferência de líderes agendou para esta quarta-feira um debate de atualidade sobre "questões financeiras e Novo Banco", com a presença do Governo, uma vez que três bancadas tinham declarações políticas sobre o tema, PSD, BE e CDS-PP.

De acordo com a porta-voz da conferência de líderes, a deputada do PS Maria da Luz Rosinha, irá aplicar-se o que está previsto no Regimento da Assembleia da República, que refere que o debate de atualidade pode realizar-se "pela iniciativa conjunta de três grupos parlamentares, por troca com as respetivas declarações políticas semanais, não sendo obrigatória a presença do Governo".

No entanto, o Governo já confirmou a sua presença no debate, ainda não tendo sido indicado qual o membro do executivo que irá participar na discussão que decorrerá a partir das 15:00 no Parlamento.

Centeno anuncia nova auditoria

O debate substituirá as declarações políticas de PSD, BE e CDS sobre esta temática.

O ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, revelou esta quarta-feira, em comissão parlamentar, que será feita uma nova auditoria ao Novo Banco, na sequência da transferência de 850 milhões de euros do Tesouro para o Fundo de Resolução, destinada à instituição.

Esta transferência gerou polémica por ter sido noticiada na quinta-feira, pelo Expresso, depois de o primeiro-ministro, António Costa, ter garantido no mesmo dia no parlamento, no debate quinzenal e em resposta ao BE, que não haveria mais ajudas até que os resultados da auditoria que está a ser feita ao Novo Banco fossem conhecidos.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro explicou que não foi informado pelo Ministério das Finanças do pagamento de 850 milhões de euros, tendo pedido desculpa ao Bloco de Esquerda pela informação errada transmitida durante o debate quinzenal.

Na terça-feira, em entrevista à TSF, o ministro das Finanças admitiu uma falha de comunicação entre o seu gabinete e o do primeiro-ministro quanto à injeção de capital no Novo Banco, mas "não uma falha financeira", que seria desastrosa.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG