Morreu o embaixador Leonardo Mathias

Com uma carreira de mais de quatro décadas na diplomacia portuguesa, o embaixador Leonardo Mathias morreu esta quarta-feira de doença oncológica. Tinha 83 anos.

O embaixador Leonardo Mathias morreu esta quarta-feira, de doença oncológica, confirmou ao DN fonte próxima da família. Tinha 83 anos. Foi um diplomata português com uma carreira longa, com passagens por Washington, Brasília, Madrid, Paris, Nova Iorque (ONU) ou Bruxelas (Comunidade Europeia). Em dois governos chefiados por Pinto Balsemão, entre 1981 e 1982 foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.

O embaixador Francisco Seixas da Costa foi um dos primeiros a confirmar a sua morte, através da rede social Twitter.

Nasceu em 1936 numa família de diplomatas. O seu pai Marcello Mathias e o seu irmão Marcello Duarte Mathias, integraram também a diplomacia portuguesa.

Leonardo Mathias iniciou a sua carreira em 1960, com a primeira colocação a ser na África do Sul, como Cônsul na Cidade do Cabo, em 1963. Depois serviu ao longo de mais de quatro décadas o Estado português.

Licenciado em Ciências Históricas e Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi embaixador em Bagdad, Iraque (1976) e Representante Permanente Adjunto de Portugal junto da Organização das Nações Unidas (1979).

Depois disso, Leonardo Mathias integrou os VII e VIII Governos Constitucionais, em que Pinto Balsemão era primeiro-ministro, nos anos de 198 e 1982 como Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. O ministro dos Negócios Estrangeiros era André Gonçalves Pereira.

Após cessar funções governativas, foi embaixador de Portugal em Washington, Estados Unidos da América (1982), Representante Permanente de Portugal junto das Comunidades Europeias em Bruxelas, Bélgica (1986), Embaixador de Portugal em Brasília, Brasil (1989), em Madrid, Espanha (1994), e em Paris, França (2000).

Em 2004, três anos após se ter reformado da carreira diplomática, desempenhou funções como Secretário-geral da União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA). Exerceu, ainda, os cargos de administrador da Cruz Vermelha Portuguesa e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Ao longo da sua vida recebeu um grande número de distinções honoríficas, "salientando-se, entre as nacionais, as Grãs-Cruzes da Ordem Militar de Cristo, da Ordem do Infante D. Henrique, da Ordem do Mérito e, de entre as estrangeiras, as Grã-Cruzes da Real Ordem de Isabel a Católica de Espanha, da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil, da Ordem de São Silvestre da Santa Sé. Foi, ainda, distinguido com a Comenda da Legião de Honra de França, entre outras distinções de países como a Bélgica, Grécia, Itália ou Tailândia".

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