Ministra terá de explicar aos deputados processo de inclusão de três vacinas no PNV

Até agora as vacinas de meningite B, rotavírus e HPV não estão disponíveis de forma gratuita para rapazes

A ministra da Saúde vai o parlamento para explicar o que está a ser feito para cumprir a inclusão das vacinas da meningite B, rotavírus e vírus do papiloma humano para os rapazes no Programa Nacional de Vacinação.

Os deputados da comissão parlamentar de Saúde aprovaram esta quarta-feira por unanimidade um requerimento do PCP que pedia a audição da ministra Marta Temido para "obter um esclarecimento cabal sobre a concretização da norma orçamental relativa à inclusão de três vacinas no PNV".

A deputada do PCP Carla Cruz lembrou hoje que "quem tem dinheiro consegue" vacinar os seus filhos, enquanto que quem não tem possibilidades económicas não os está a vacinar contra a meningite B ou contra o rotavírus.

O PCP tinha proposto, em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2019, a inclusão das três vacinas no PNV, proposta que foi aprovada com o voto contra do PS, lembram os comunistas no requerimento que hoje foi apreciado e votado na comissão parlamentar.

O PCP defende a universalidade e gratuitidade das três vacinas em causa (meningite B, rotavírus e HPV para rapazes), com base em "evidências científicas".

O parlamento aprovou a inclusão destas três vacinas no Programa de Vacinação, o que as torna gratuitas, apesar de ainda não se conhecer a decisão técnica da Direção-geral da Saúde.

Vários pediatras têm defendido a inclusão da vacina da meningite B no Programa Nacional de Vacinação. Depois do êxito da vacinação contra a doença invasiva meningocócica do grupo C (MenC), já incluída no PNV, o grupo B passou a ser predominante, atualmente responsável por mais de 70% dos casos de doença meningocócica em Portugal.

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