Ministra, Ordem e Sindicato vão ao parlamento explicar "situação caótica" do hospital de Leiria

Os chefes da equipa da Urgência de Medicina Interna do Hospital de Leiria demitiram-se em janeiro, revelou a Ordem dos Médicos.

A ministra da Saúde, a Ordem dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos vão ao parlamento explicar a situação que se vive no hospital de Leiria, sendo também ouvido o conselho de administração.

A comissão parlamentar de Saúde aprovou esta quarta-feira por unanimidade um requerimento do PSD que pedia a audição da ministra Marta Temido "para dar explicações sobre a situação caótica do hospital de Leiria".

Na mesma ocasião, os deputados aprovaram também por unanimidade um requerimento do PS que pedia que fosse igualmente ouvido o conselho de administração do hospital.

Entretanto, o PSD considerou que devia também ser ouvido o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), por ser a estrutura que tem suscitado e denunciado várias situações referentes ao hospital de Leiria.

Em contraponto, o PS entendeu que, se iria ser ouvido o Sindicato Independente dos Médicos, devia também ser chamada a Ordem dos Médicos para uma audição.

Produção cirúrgica foi reduzida em 50% por falta de recursos humanos, diz sindicato

No final de fevereiro, o SIM manifestou a sua preocupação pela "situação dramática" em que se encontra o hospital de Leiria, com aumento de doentes e falta de capacidade de resposta.

Em fevereiro, a secção regional do Centro da Ordem dos Médicos denunciou que os chefes de equipa de urgência de medicina interna apresentaram a sua demissão em janeiro.

Em declarações à Lusa, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, disse, na altura, que o Serviço de Urgência do hospital de Leiria atingiu o "limite" e que "só não encerra por todo o esforço dos médicos que lá trabalham", mesmo "sem serem reconhecidos pelo Conselho de Administração [CA] do CHL".

O SIM denunciou também que a produção cirúrgica prevista para março no Hospital de Santo André foi reduzida em 50% por falta de recursos humanos.

Exclusivos