Marinha. Submarinos de fabrico alemão continuam com baterias gregas

Riscos identificados pelos militares nas baterias de origem do Tridente e do Arpão, por não serem alemãs, revelaram-se infundados.

Os submarinos alemães que equipam a Marinha portuguesa vão continuar a ter baterias principais de fabrico grego, pois as instaladas de origem cumpriram a sua função, disse esta sexta-feira fonte oficial do ramo.

O comandante Pereira da Fonseca precisou ao DN que a primeira das novas baterias fabricadas pela empresa Sunlight já foi instalada no submarino Tridente, que está a cumprir provas de mar nos estaleiros alemães de Kiel.

O equipamento destinado ao Arpão ainda está a ser construído e só vai ser instalado dentro de meses, quando este navio entrar em doca para reparação - o que vai suceder pela primeira vez nos estaleiros portugueses da Arsenal do Alfeite (AA).

Note-se que a Marinha criou há dias um "grupo de coordenação para o alinhamento estratégico" entre o ramo e a AA, para garantir, "de forma sustentada, a manutenção dos meios navais e o desenvolvimento empresarial" dos estaleiros que a tutela retirou há anos da orgânica militar.

Apesar disso, outro objetivo desse grupo de trabalho é o de "promover a identificação de oportunidades de negócio e de desenvolvimento de parcerias, nacionais e internacionais, geradoras de sinergias e potenciadoras do reforço das capacidades da empresa.

Riscos identificados há uma década

Aquando do início do programa de construção dos dois submarinos, o construtor alemão ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) escolheu as baterias da Sunlight - o que levou a equipa de missão da Marinha a elencar um conjunto de riscos associados ao facto de esse material não pertencer ao fabricante dos navios.

"Incumprimento do plano de entregas" das baterias principais dos submarinos, "acompanhamento indevido do projeto de aquisição" desses aparelhos, além da "baixa qualidade" dos seus elementos e componentes acessórios, foram os três riscos identificados pela Marinha - que "não se confirmaram", enfatizou o porta-voz do ramo.

O concurso aprovado em 2016 para adquirir duas novas baterias principais, no valor de 10 milhões de euros, acabou por ser ganho pelo mesmo fornecedor grego porque o outro concorrente - a Exide Technologies - foi automaticamente eliminado por ter entrado fora de tempo, acrescentou Pereira da Fonseca.

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