Sargento da Marinha acusado de importunar sexualmente candidato ao curso de praças

Marinha instaurou processo disciplinar ao militar dos quadros permanentes e entregou o caso ocorrido quinta-feira à PJ Militar.

A Marinha anunciou esta terça-feira ter instaurado um processo disciplinar a um militar por alegada "importunação sexual" de um candidato ao concurso de praças, na quinta-feira, tendo entregue o caso à Polícia Judiciária Militar (PJM).

Fontes militares indicaram ao DN que o alegado autor dos atos de assédio sexual é um sargento - o qual nega as acusações de que foi alvo - e que o candidato era um jovem maior de idade.

Em comunicado divulgado pouco depois das zero horas, a Marinha precisou que o caso ocorreu em Alcântara: "Na manhã de 21 de fevereiro foi comunicado ao oficial de serviço às instalações navais de Alcântara, por um dos candidatos ao concurso de praças, uma situação em que tinha sido abordado por um militar que, alegadamente, dizia ser médico e que referiu haver a necessidade de o examinar."

O jovem candidato, que estava ali a pernoitar devido ao calendário de provas a realizar, referiu que os atos praticados pelo militar "se revelaram compatíveis com importunação sexual".

Dadas as versões contraditórias e na ausência de testemunhas, caberá aos investigadores da PJM averiguar o que realmente sucedeu na passada quinta-feira, sublinharam as fontes ouvidas pelo DN. sob anonimato por não estarem autorizadas a falar.

"Identificado o militar em causa, que não é médico, a Marinha desencadeou, de imediato, todos os procedimentos previstos, comunicou a ocorrência à PJM e instaurou um processo disciplinar", acrescentou o ramo no seu comunicado.

O candidato e o militar identificado foram ouvidos pela PJM nesse mesmo dia ao final da tarde, sendo que o sargento "foi preventivamente afastado do espaço onde os candidatos circulam, até ao completo esclarecimento dos factos" - enquanto ao candidato foi disponibilizado apoio psicológico de imediato.

"A Marinha não se revê, nem tolera, este tipo de comportamento", pelo que "tem estado a colaborar com as autoridades e permanece disponível para cooperar no que for necessário, com vista ao apuramento cabal de todos os factos", concluiu o ramo.

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