Regionais da Madeira com maior afluência às urnas

Mais de 270 mil eleitores são hoje chamados às urnas para escolherem o novo Governo Regional. Miguel Albuquerque do PSD, Paulo Cafôfo do PS, Edgar Silva da CDU, Rui Barreto do CDS e Paulino Ascensão do BE já exerceram o seu direito de voto.

O representante da República na Região Autónoma da Madeira, Irineu Barreto, apelou este domingo ao voto "para bem da autonomia" e disse ter informações de que a afluência às urnas estava a ser maior do que em 2015.

"Este ano há uma maior afluência às urnas, pelo menos nas primeiras projeções. As informações que eu tenho é que há filas para votar, o que não acontecia há muito tempo", disse o juiz aos jornalistas. Na Câmara do Machico, uma das maiores da ilha, a afluência às urnas até às 16.00 era de 40,79%.

Irineu Barreto falava na Câmara Municipal do Funchal, onde vota juntamente com cerca de 1200 outras pessoas. Ao todo, estão inscritos nos cadernos eleitorais mais de 270 mil madeirenses.

O representante da República disse esperar que a afluência às urnas, registada durante a manhã, "se mantenha durante o dia e que se possa dizer que, desta vez, a região cumpriu o seu dever e o seu direito".

Por tudo isso, mostrou-se esperançado que esta seja "a mais reduzida abstenção das últimas eleições".

"Espero que toda a gente cumpra esse direito e esse dever. Para bem da autonomia, da região e de todos nós", concluiu.

PSD à espera de resultados

Miguel Albuquerque, cabeça de lista pelo PSD e atual presidente do Governo, exerceu há pouco o seu direito de voto na Escola Básica da Ajuda, esperando que o dia decorra sem incidentes e confiante em que "mais uma vez vamos ganhar", disse, garantindo que não se encontrava nervoso, "não sofro desse problema", cita o Diário de Notícias da Madeira.

Segundo este jornal, o candidato do PSD-M destacou o facto de haver uma "forte participação nas urnas" e, por isso, acredita que a abstenção será inferior a 50 por cento. Isto porque, de acordo com o social-democrata, estas eleições "foram mais disputadas" e o apelo ao voto "foi mais forte".

Além disso, referiu que houve uma maior intervenção do PS a nível nacional para tentar ganhar as eleições, o que "motivou os madeirenses a darem a resposta".

Albuquerque tem a certeza de que as pessoas perceberam o que está em jogo.

PS diz que se vive momento único na região

Paulo Cafôfo do PS, que votou no mesmo local do candidato do PSD, também já votou e defendeu que o ato eleitoral de hoje é "um momento único" e "o mais importante desde o 25 de Abril", declarando estar a aguardar o resultado "sereno" e "tranquilo".

"Estamos a viver um momento único na região. Foi uma campanha muito disputada, e, portanto, aquela que eu considero ser a eleição mais importante desde o 25 de Abril. Espero que as pessoas possam vir votar e construir o seu futuro", afirmou Paulo Cafôfo depois de exercer o seu direito de voto na mesa 12, da escola básica da Ajuda, nos arredores do Funchal.

O candidato socialista também defendeu que as pessoas não devem "desperdiçar um verdadeiro poder, o poder do voto e não desaproveitar esta oportunidade".

Sobre a abstenção, referiu ser "sempre um receio, porque é sempre mau para a democracia e mau quando as pessoas não põem nas suas mãos o seu destino".

CDU espera não haver irregularidades

O cabeça de lista da CDU, Edgar Silva, exerceu hoje o seu direito de voto na Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, na esperança que desta vez não ocorram problemas na contagem dos votos.

"Vamos acompanhando o decorrer do ato eleitoral, esperando que não se voltem a repetir situações anómalas como há quatro anos ocorreram e que o ato eleitoral se paute por rigor no seu funcionamento e no respeito pela vontade dos cidadãos", disse o candidato à agência Lusa.

Edgar Silva referia-se aos problemas que ocorreram nas últimas eleições legislativas da Madeira, quando uma recontagem dos votos não contabilizou os do Porto Santo.

De seguida, Edgar Silva dirigiu-se para as instalações que a CDU tem em frente àquela escola, onde vai estar a "acompanhar o ato eleitoral" e "em contacto com as pessoas que estão como delegados nas mesas, no sentido de saber se há alguma anomalia, alguma irregularidade".

Reafirmando que o objetivo da CDU é eleger mais deputados do que no nas eleições de há quatro anos, o cabeça de lista comunista não põe de parte a possibilidade de entendimentos à esquerda.

CDS apela ao voto, porque depois não há lugar para arrependimento

Por sua vez, Rui Barreto do CDS apelou ao voto nestas eleições, já que se trata de uma decisão para quatro anos e que depois "não há lugar para arrependimento".

"A decisão que tomarmos hoje é uma decisão que nos vai acompanhar nos quatro anos e espero que as pessoas possam vir votar, exercer consciente o seu direito de voto", disse Rui Barreto, depois de exercer o seu dever cívico na escola Básica da Ajuda, nos arredores do Funchal.

O candidato considerou que este é "um momento para votar, decidir e avançar" e que as condições atmosféricas na Madeira hoje são agradáveis "para que as pessoas votem".

No entender de Rui Barreto, "amanhã não pode haver lugar para arrependimento, porque as decisões que tomadas hoje percorrerão os próximos quatro anos".

BE espera que haja boa participação

O cabeça de lista do BE, Paulino Ascensão, disse, esta manhã, estar à espera de uma boa participação neste ato eleitoral, lembrando que durante muitos anos não foi possível às pessoas votarem.

"Espero que haja boa participação, o tempo, por acaso, contribui para tal, está bom tempo, durante muitos anos muita gente ainda se lembra que não era possível votar, muita gente lutou para que fosse possível esse direito, uns perderam a vida e outros sofreram custos pessoais muito grandes", lembrou.

Paulino Ascensão disse ainda esperar que "as pessoas participem e não deixem a decisão por mãos alheias".

Quanto aos objetivos para o partido, o coordenador regional do BE adiantou que "é fazer melhor do que as anteriores [eleições] sem nenhuma meta especificada".

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