Louvor a Teodora Cardoso sem consenso no Parlamento

Deputados do BE, PCP, PEV e o socialista Ascenso Simões votaram contra voto de louvor à economista "pela dedicação à causa pública" da ex-presidente do Conselho das Finanças Públicas, apresentado pelo PSD.

Os deputados do BE, PCP, PEV e o socialista Ascenso Simões votaram contra um voto de louvor à economista Teodora Cardoso, "pela dedicação à causa pública" da ex-presidente do Conselho das Finanças Públicas, que o PSD apresentou esta sexta-feira no Parlamento.

PSD, PS e CDS garantiram os votos necessários para a aprovação deste louvor, mas os socialistas anteciparam, pela voz do seu líder parlamentar, Carlos César, "uma, enfim, declaração de voto".

No texto da bancada social-democrata sublinha-se que, "a Teodora Cardoso foi atribuída, pelo anterior Governo [do PSD e CDS], a tarefa de criar de raiz uma entidade técnica constituída por especialistas nacionais e estrangeiros, com a missão de proceder a uma avaliação independente sobre a consistência, cumprimento e sustentabilidade da política orçamental, promovendo ao mesmo tempo a sua transparência, de modo a contribuir para a qualidade da democracia e das decisões de política económica e para o reforço da credibilidade financeira do Estado".

O voto contrário das bancadas mais à esquerda explica-se por parágrafos como aquele em que o PSD sublinhou que, "ao longo destes sete anos a que presidiu ao Conselho das Finanças Públicas, Teodora Cardoso foi capaz de construir uma instituição isenta, sólida, respeitada e de grande utilidade para o acompanhamento e escrutínio da política orçamental prosseguida no nosso país".

A Assembleia da República dirigiu à economista, agora louvada, "uma palavra de profundo reconhecimento por uma intensa carreira dedicada à causa pública e pelo contributo que deu para a transparência e melhoria do acompanhamento do processo orçamental".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.