"Sistema crucial". Exército confirma compra de 36 drones novos

Aparelhos começam a chegar em março de 2019, depois de concluído concurso via NATO que durou menos de oito meses, para ações de vigilância, obtenção de informações e apoio na prevenção de fogos.

O Exército anunciou esta quinta-feira que já adjudicou a compra de 36 drones a uma empresa norte-americana e no valor de 5,15 milhões de euros.

O concurso, autorizado há mais de dois anos, foi lançado no final de 2017 pela agência especializada da NATO na compra de material militar (NSPA, sigla em inglês) e concluído em meados de agosto deste ano, precisou o ramo.

O projeto envolve 12 sistemas aéreos não tripulados, cada um com três drones, uma estação de controlo terrestre e vários equipamentos de obtenção de imagens em tempo real, a cores e por infravermelhos (para operação diurna e noturna).

A empresa norte-americana AeroVironment (sedeada na Califórnia), que ganhou o concurso, entregará os primeiros sistemas Raven em março de 2019. Segundo o Exército, a receção dos últimos equipamentos ocorrerá até janeiro de 2021.

Este projeto de sistemas aéreos não tripulados insere-se na capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objetivos e Reconhecimento Terrestre (ISTAR) do Exército.

Trata-se de "um sistema crucial para incrementar o conhecimento situacional oportuno, através de ações de vigilância e de obtenção de informações" tanto em missões militares e de paz no exterior como "em ações de patrulhamento e reconhecimento" em matéria de fogos ou outras operações de apoio à Proteção Civil.

Os drones que vão equipar o Exército são leves e de pequena dimensão, sendo lançados manualmente e com capacidade de observação até 10 quilómetros de distância.

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