Secretária-geral adjunta do PS sai em defesa de Centeno

Ana Catarina Mendes defendeu que Mário Centeno "tem feito um trabalho extraordinário na recuperação da nossa economia com rigor das contas públicas"

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, saiu em defesa do ministro das Finanças, que foi criticado à esquerda e pelo ex-porta-voz socialista João Galamba, lembrando que, na sua opinião, Mário Centeno "tem feito um trabalho extraordinário na recuperação da nossa economia com rigor das contas públicas e ganho de credibilidade junto das empresas, das famílias em Portugal e das instituições europeias".

Depois da divulgação de um vídeo no qual o ministro português saudava, enquanto presidente do Eurogrupo, a saída da Grécia do programa de assistência financeira - e que Galamba descreveu como "lamentável" - Ana Catarina Mendes sublinhou, na sua página do Facebook, que "Portugal tem hoje a Presidência do Eurogrupo pelo trabalho que este Governo tem feito para que Portugal possa desenvolver-se com qualidade e mais oportunidades para todos".

Para a "número 2" socialista, "a Grécia tem vivido momentos muito duros" pelo que "a notícia da saída da ajuda financeira é uma boa notícia, em primeiro lugar para os cidadãos gregos, em segundo lugar pela possibilidade de olhar para o futuro com mais sensibilidade e maior confiança (os dados económicos já o vão demonstrando)".

Ana Catarina Mendes remata o texto afirmando que "não" defende nem "nunca" defenderá "a austeridade que as instituições europeias impuseram aos estados, como Portugal", mas nota que "saudar esta saída é perceber que na Europa se desenha um novo futuro, que a reforma da zona euro se impõe e que a solidariedade é mais importante que a austeridade!".

O presidente do Eurogrupo foi acusado de branquear os efeitos na Grécia das políticas de austeridade impostas pela UE e pelo FMI dentro do PS, pelo PSD e pelo Bloco de Esquerda.

Ler mais

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...