Santana Lopes esclarece jantar com amigos

O DN recebeu de Pedro Santana Lopes uma carta ao diretor sobre o futuro da sua vida política, em resposta ao artigo "Santana sai do PSD sem arrastar figuras de peso. Ex-apoiantes zangados".

Senhor Diretor Ferreira Fernandes

Com toda a consideração por Vossa Excelência e pelo jornal que dirige, venho solicitar que publique um desmentido a um texto da jornalista Paula Sá hoje [DN de 9 de agosto]] publicado na primeira página do DN.

Conheço - a há muitos anos e considero - a muito profissionalmente.

A jornalista Paula Sá tem tentado muito, nestas últimas semanas, contactar comigo mas eu já lhe fiz saber que entendo não ser a altura adequada. Quando entender que estão reunidas as condições para o efeito, será certamente um dos primeiros jornalistas para quem estarei inteiramente disponível.

O texto publicado pelo DN funda-se efectivamente em factos que não são verdadeiros.

Não promovi jantar nenhum para o efeito referido na notícia do DN. Como já referi publicamente, as minhas decisões sobre o futuro da minha vida política foram tomadas por mim, tendo apenas auscultado o sentimento da minha Família e dado a conhecer os meus propósitos à Conceição Monteiro.

Janto com os meus amigos regularmente, muito naturalmente, mas o texto da notícia do DN não encontra qualquer colagem com a realidade.

Continuo a pensar e a trabalhar, e não estou nada só, na forma de intervir na vida pública no Futuro.

E haverá certamente notícias interessantes para o domínio público, dentro em breve. O DN há-de recebê-las em primeira mão, dado o interesse demonstrado pelo assunto.

Desejando a melhor sorte para este novo ciclo de tão prestigiado Órgão de Comunicação apresento os meus Melhores cumprimentos

PSL

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Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."