Rio só sairá se perder por muito nas legislativas

Perder por pouco ou perder por muito faz toda a diferença para Rui Rio. O líder do PSD só admite deitar a toalha ao chão se tiver uma derrota pesada nas legislativas de 2019.

"O resultado de outubro de 2019 é nuclear para eu decidir se continuo ou não continuo", admitiu Rui Rio, no programa Bancada Central da TSF. "Se ganhar as eleições por largo, ou por pouco, é completamente diferente de perder por uma margem substancial", afirmou o líder social-democrata.

Ou seja, Rio só admite abandonar a liderança num cenário de uma derrota pesada nas legislativas, em outubro, mesmo que o PSD venha a passar por um desaire eleitoral nas eleições europeias que se realizam meses antes. Porque, explicou aos microfones da TSF, tem um projeto e "é preciso tempo".

Sobre a linha ideológica do PSD, o presidente social-democrata admitiu que há uma evolução nos últimos 20 anos que "inclinaram mais o partido para a direita do que para a esquerda". Um deslocamento que se iniciou, disse, com Durão Barroso e que se acentuou, por influência da troika. "Aí há claramente um deslocamento", admitiu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...